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Análisis

O valor da criatividade na comunicação de um regulador

Quarta-feira 10 de Dezembro 2025 / 12:00

⏱ 3 min de leitura

Federico Rodríguez Aguiar, com mais de 35 anos de experiência em marketing para a indústria do jogo na América Latina e no Caribe, analisa como a transparência, a criatividade e a comunicação clara podem transformar a percepção do trabalho do regulador. Para o autor, em um mundo saturado de informação, explicar com criatividade e clareza faz a diferença entre informar e realmente conectar com o público.

O valor da criatividade na comunicação de um regulador

Quando informar não basta, e explicar bem faz a diferença

Em uma época em que a informação se move mais rapidamente do que a capacidade do público de assimilá-la, os organismos reguladores enfrentam um desafio que nem sempre aparece nos manuais: fazer com que as pessoas entendam o que fazem e por que seu trabalho é importante. A fiscalização, as autorizações e os controles são essenciais, mas tornam-se pouco visíveis se não forem explicados com clareza. E é aí que a criatividade — uma palavra que costuma parecer distante do mundo estatal — ganha um protagonismo inesperado.

Falar de criatividade em um regulador não significa transformar a instituição em uma marca comercial nem apostar em mensagens superficiais. Trata-se, antes de tudo, de encontrar formas inteligentes e humanas de contar aquilo que normalmente é comunicado por meio de tecnicismos. Um regulador pode publicar resoluções ou emitir alertas, mas se a cidadania não os compreende, a mensagem se perde. A criatividade funciona como um tradutor: pega conceitos complexos e os torna acessíveis sem perder precisão.

Além disso, agrega algo que muitas vezes é considerado óbvio: proximidade. A maioria das pessoas só pensa em um regulador quando surge um problema; por isso, uma comunicação calorosa, direta e bem construída ajuda a mostrar que por trás de cada norma existe um propósito claro: proteger o usuário, organizar o mercado e garantir condições de jogo justo para todos. Quando a instituição consegue transmitir esse sentido, a relação com o cidadão muda.

A criatividade também desempenha um papel-chave na construção de identidade. Reguladores costumam carregar a imagem de estruturas rígidas ou distantes. No entanto, uma estratégia de comunicação coerente — não estridente, mas bem definida — pode fortalecer a percepção de seriedade, profissionalismo e transparência. Um tom consistente, recursos visuais adequados e mensagens pensadas para serem lembradas ajudam a tornar a instituição reconhecível sem perder formalidade.

Nesse caminho, vale considerar algumas propostas que já são aplicadas com sucesso em outros organismos: campanhas que expliquem em linguagem cotidiana como funciona a fiscalização; peças audiovisuais curtas que mostrem procedimentos de controle sem tecnicismos; narrativas que conectem a missão institucional a histórias reais de usuários; e maior uso de formatos ágeis — gráficos simples, animações curtas, conteúdos para redes — que aproximem a informação de públicos que não costumam ler documentos oficiais. São iniciativas que não exigem grandes investimentos, mas sim um olhar mais aberto para a inovação pública.

Outro aspecto central é o educativo. Cada vez mais, os reguladores precisam informar sobre boas práticas, direitos, riscos e benefícios. Nenhuma dessas mensagens funciona se não for apresentada de forma clara. Uma campanha criativa pode fazer com que um alerta chegue a quem precisa, ou que um conceito técnico seja entendido em segundos. Educar exige captar a atenção primeiro — e aí a criatividade faz toda a diferença.

Por fim, a criatividade potencializa a transparência. Explicar como se fiscaliza, por que determinadas decisões são tomadas ou como os recursos são destinados costuma envolver dados complexos. Transformar essas informações em algo gráfico, simples e direto é uma forma de prestação de contas que a cidadania valoriza.

Federico Rodríguez Aguiar é um analista de marketing com mais de 35 anos de experiência na indústria do jogo na América Latina e no Caribe. Ocupou cargos de alto nível como regulador e atuou como jurado em eventos internacionais do setor. Atualmente, é colunista independente, analisando tendências e regulações.

Categoría:Análisis

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País: Uruguay

Región: Sudamérica

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