Eventos

Proibir ou não proibir: o debate sobre publicidade

Terça-feira 19 de Março 2024 / 12:00

⏱ 3 min de lectura

(Rio de Janeiro, Exclusivo SoloAzar) - O SBC Summit Rio, realizado entre os dias 5 e 7 de março, proporcionou uma oportunidade diferenciada de se aprofundar no mercado brasileiro por meio de painéis de conferências com profissionais e especialistas internacionais. No SoloAzar, compartilhamos um artigo que destaca os principais pontos da conferência: "Regulamentação da Publicidade no novo paradigma das apostas esportivas".

Proibir ou não proibir: o debate sobre publicidade

As recentes controvérsias em torno da publicidade no mundo esportivo brasileiro levantam questões sobre integridade e jogo responsável. 

Como os órgãos reguladores federais e estaduais responderão a uma súbita onda de anúncios de apostas esportivas? 

Como as operadoras podem tirar proveito de canais e estratégias de marketing alternativos para atingir seus públicos sem causar reações adversas e sem criar "excesso de publicidade"? 

O painel intitulado "Regulamentação da publicidade no novo paradigma das apostas esportivas" serviu de plataforma para a discussão e o debate de todos esses assuntos. 

Os palestrantes da conferência de debate foram: 

Paula Young: Head of Commercial Activations & International Relations, SAF Botafogo 

Cassio Filter: Gerente Nacional do Brasil, Grupo KTO 

Angelo Alberoni: Country Manager Brasil, Novibet 

Julyana Simões: Gerente Pan-Regional de Vendas, Futbol Sites 

Durante essa conferência, a conversa destacou várias perspectivas sobre a influência da publicidade e a possível necessidade de uma regulamentação brasileira recente para abordar seu impacto sobre as populações vulneráveis. O mediador abriu o espaço para a discussão quando perguntou: "É interessante saber como vocês veem a possibilidade de uma proibição?

Julyana Simões começou respondendo e enfatizando a necessidade de uma regulamentação clara para lidar com a influência da publicidade, particularmente na associação da felicidade ou satisfação com o jogo: "Imagine uma experiência em que todo dia eu possa ser assim: Joguei, ganhei, outros dias joguei, ganhei, joguei, ganhei; então, o que o usuário provavelmente interpreta é que ele joga e ganha". Julyana se refere ao fato de que 29% da população que desconhece os jogos de azar, ou seja, que não conhece seus riscos, decodificam que jogam e ganham, e é isso que o setor publicitário quer. Por esse motivo, ela enfatiza a importância da publicidade responsável ao visar populações vulneráveis: "Temos que ser mais cuidadosos e responsáveis com essa questão. Sem dúvida, os regulamentos ajudam nisso. Acho que o caminho a seguir é uma proibição de 100%". 

Outro ponto de discussão girou em torno da possibilidade de implementar uma proibição de publicidade por parte dos atletas. Assim, enquanto alguns defenderam a proibição total, outros, como Paula Young, argumentaram a favor de uma abordagem mais sutil, enfatizando a educação em vez da restrição: "Não acho que proibir seja a solução. Acho que a educação é a primeira coisa que temos que fazer". E acrescentou: "Não vejo necessidade de limitar. Mas, de certa forma, quando temos um mercado que ainda não está maduro, você limita ou protege o jogador, não permite que ele seja exposto a uma situação que, de repente, prejudique sua imagem e, possivelmente, a imagem da equipe".

O debate também abordou o cenário global, com referência à proibição da Inglaterra de atletas de futebol anunciarem plataformas de jogos de azar. A comparação levou a reflexões sobre possíveis medidas a serem adotadas no Brasil para tratar de preocupações semelhantes.

 De modo geral, o painel destacou as complexidades que envolvem a regulamentação da publicidade no setor de apostas esportivas e ressaltou a importância de se encontrar um equilíbrio entre a promoção de práticas responsáveis de jogo e a permissão de oportunidades legítimas de publicidade no setor. A discussão esclareceu a necessidade de diálogo e colaboração contínuos para enfrentar esses desafios de forma eficaz no contexto brasileiro.

Categoría:Eventos

Tags: SBC Summit Rio,

País: Brasil

Región: Sudamérica

Eventos

BiS SiGMA South America 2026

06 de Abril 2026

Habanero fortalece sua estratégia na América Latina com foco no Brasil e expansão regional

(São Paulo, Exclusivo SoloAzar).- Milda Mikelioniene, Executiva de Desenvolvimento de Negócios na Habanero, explica como a empresa está consolidando sua presença no Brasil e em outros mercados-chave como México, Colômbia e Peru, destacando a importância da localização, de parcerias sólidas e da participação em eventos da indústria como o Bis SiGMA South America para impulsionar um crescimento sustentável em toda a região.

01.tech fortalece expansão na América Latina com estreia de alto impacto no BiS SiGMA South America

(São Paulo, SoloAzar Exclusive).- Jelizaveta Šapiro, Sales Manager na 01.tech, compartilha suas percepções após a estreia da empresa no SiGMA Latin America, destacando forte engajamento com parceiros-chave, novas conexões valiosas e a importância de estabelecer uma presença sólida na região.

BiS SiGMA South America bate recordes com 15.800 delegados e uma mistura de alta intensidade entre negócios e esporte

(São Paulo, SoloAzar Exclusive).- Em um Q&A esclarecedor, a SoloAzar conversou com Emily Micallef, CEO do SiGMA Group, para discutir o sucesso monumental da edição de 2026. Desde a expertise local estratégica que impulsiona suas operações no Brasil até o “espetáculo” do MMA ao vivo e das lendas do futebol, ela destaca os principais fatores que consolidaram este summit como uma potência global do gaming. Continue lendo para a entrevista completa e a visão de Micallef sobre o futuro do mercado brasileiro.

SUSCRIBIRSE

Para suscribirse a nuestro newsletter, complete sus datos

Reciba todo el contenido más reciente en su correo electrónico varias veces al mes.

MÁS CONTENIDO RELACIONADO