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De olho nas ‘bets’ do Brasil, bancos estaduais planejam explorar loterias

Segunda-feira 03 de Fevereiro 2025 / 12:00

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(São Paulo).- Crescimento do mercado de apostas esportivas no Brasil e decisão favorável do Supremo Tribunal Federal (STF) para que pelo menos três bancos estatais operem loterias.

De olho nas ‘bets’ do Brasil, bancos estaduais planejam explorar loterias

Há uma explosão de apostas esportivas no Brasil e três dos bancos estaduais do país planejam começar a operar loterias: BRB (Distrito Federal), Banestes (Espírito Santo) e Banese (Sergipe) estão em processo de criarsubsidiárias específicas para operar na área.

As instituições financeiras estaduais contam com o apelo regional e a capilaridade que têm para conquistar clientes. Dos cinco bancos estaduais existentes, somente o Banrisul (Rio Grande do Sul) e Banpará (Pará) não têm projetos nesse sentido.

Os planos vêm de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou em 2020 que a União não tinha o monopólio na explorações de loterias e pacificou uma discussão antiga com alguns Estados. Desde então, governos estaduais vêm se preparando para explorar o serviço e, alguns dos que ainda têm bancos, estão colocando a loteria debaixo dessas instituições.

O mercado é grande. A Caixa teve arrecadação recorde com as loterias no ano passado, de R$ 25,6 bilhões. Também em 2024, a subsidiária Caixa Loterias se tornou operacional e concentrou as atividades de jogos, retomando inclusive a “raspadinha”, que havia sido interrompida há quase nove anos.

No Distrito Federal, em 2023 o BRB chegou a anunciar um acordo com a portuguesa SCML para a exploração das loterias, mas o negócio não foi assinado por causa de questionamentos sobre a legalidade do certame. Agora, o processo de escolha de uma parceiro foi retomado, com a contratação do BTG Pactual para analisar as possibilidades. A expectativa é finalizá-lo ainda neste semestre. Segundo Diogo Oliveira, diretor de atacado e governo do BRB, a projeção é arrecadar quase R$ 100 milhões por ano com a exploração da loteria.

“A lei não permite cassino de pano [físico], jogo do bicho e bingo, o resto em tese pode”, Ricardo Pessanha.

“O banco tem capilaridade e tem a força da marca, as pessoas sabem que somos controlados por uma série de regulamentações, a obrigatoriedade de questões de segurança, então tem uma questão de credibilidade”, diz.

O BRB tem um banco digital em parceria com o Flamengo, mas pela lei só poderá vender loterias no Distrito Federal. “Com geolocalização, conseguimos saber se o cliente está dentro das fronteiras do DF e oferecer ou não esse serviço.”

Já no Espírito Santo, a Genial está conduzindo o processo para a escolha de um parceiro para o Banestes, que deve ser finalizado até março. O banco não divulga a expectativa de arrecadação com loterias. “Lógico que existe uma curva de crescimento nos primeiros dois, três anos, mas a expectativa é que seja uma fonte de receita significativa”, diz Silvio Grillo, diretor de relações com investidores e finanças.

Segundo o presidente da Banestes Loteria, Ricardo Pessanha, a ideia é distribuir o produto por meio da rede de correspondentes do banco, chamada BanesFácil, que conta com quase 400 pontos, além de canais digitais. “Acredito que há um ‘cross-sell’ [venda cruzada] elevado colocando as loterias nesse canal de correspondentes bancários. Eles podem deixar de ter um caráter basicamente transacional para ser também um ponto relacional”, afirma.

O Banestes vai operar uma bet e não descarta a possibilidade de ter máquinas físicas de videoloteria, trazendo para o mundo real modalidades que funcionam como o “jogo do tigrinho” dos celulares. A lei não permite cassino de pano [físico], jogo do bicho e bingo, o resto em tese pode. Hoje uma enorme parte das bets e ‘tigrinho’ opera de maneira clandestina, e queremos trazer para a luz o que antes era feito em ambientes escondidos. Claro que vai depender do parceiro que vamos escolher, mas o que for dentro da legalidade vamos estudar”, diz Pessanha.

Em Sergipe, o Banese escolheu um consórcio formado por Culloden/TSA para ter uma participação minoritária na subsidiária que vai explorar a loteria. Ela foi criada no mês passado e a expectativa é que os produtos sejam lançados ainda no primeiro semestre. “A operação de loterias demanda canais de distribuição robustos, soluções de pagamento eficientes [como wallets, adquirência, Pix, ‘cash-in’ e ‘cash-out’] e uma base de clientes diversificada. O Banese, por meio de seu conglomerado, detém a maior capilaridade de atendimento em Sergipe, além de oferecer todas as soluções financeiras necessárias para suportar uma operação de loterias”, diz o banco em resposta enviada ao Valor.

Segundo o Banese, estudos estimaram que o mercado de loterias em Sergipe era de cerca de R$ 120 milhões em 2019, ainda sem o aumento recente das bets. “A nova subsidiária do Banese tem como meta se consolidar como líder do setor de loterias em Sergipe dentro dos primeiros cinco anos de operação. O objetivo é alcançar 50% de market share do mercado lotérico no Estado durante esse período.”

A CEO da unidade de loterias da Caixa, Luciola Aor Vasconcelos, diz não temer a competição com loterias estaduais. “Para a gente é bem tranquilo, operamos em todo o território nacional. Mas não significa que não estejamos olhando o mercado concorrencial.”

A executiva também afirma que, apesar de haver uma diversidade de jogos – prognóstico numérico (loteria tradicional), instantâneo (raspadinha) e cota fixa (como as bets) -, as modalidades não competem entre si. “Um canibaliza o outro um pouquinho, mas é pouco, eles não são concorrentes entre si. O mundo das bets está posto, mas não afeta nossa atuação.”

Os bancos dizem ter preocupação com a educação financeira para evitar o endividamento dos apostadores e afirmam que terão medidas para combater o vício em jogos. É o caso inclusive da Caixa, que também vai operar uma bet. “A gente vende divertimento, sonhos, mas temos uma preocupação muito grande com a questão social. No mercado de bets teremos uma preocupação ainda maior com esses aspectos”, diz Vasconcelos.

Diferentemente dos bancos estaduais, que devem ter parceiros para operar suas loterias e bets, a Caixa pretende atuar de maneira independente.

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País: Brasil

Región: Sudamérica

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