Clubes levam impacto da MP das bets ao STF
Sexta-feira 02 de Outubro 2026 / 12:00
⏱ 3 min de lectura
(São Paulo).- São Paulo, Ponte Preta, Vitória, Guarani e Portuguesa protocolaram uma petição conjunta no Supremo Tribunal Federal (STF) para participar da ação que questiona a Medida Provisória 1.394/2026, que proíbe a exploração e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. Os clubes alegam impacto direto sobre contratos de patrocínio já firmados e sobre o planejamento financeiro das equipes.
Clubes questionam prazos definidos para as bets
Pedido apresentado ao Supremo
A manifestação foi encaminhada ao ministro Luiz Fux, relator da ADI 8.027/DF, ação que discute os efeitos da medida sobre o mercado brasileiro de apostas. As equipes solicitaram autorização para acompanhar o processo e também pediram a suspensão dos efeitos da MP, além da criação de um período de transição para os contratos de patrocínio e publicidade que já estão em vigor.
Segundo os clubes, a medida estabelece um prazo de dez dias para a retirada de publicidade e patrocínios relacionados às bets. Além disso, as autorizações para a operação de apostas de quota fixa deverão ser encerradas em 30 dias.
Impacto sobre contratos em vigor
Para as equipes, os prazos estabelecidos não permitem uma adaptação adequada dos contratos existentes, especialmente diante dos compromissos comerciais assumidos sob o marco regulatório anterior.
O impacto da MP sobre os contratos de patrocínio é um dos principais pontos levantados pelos clubes. As instituições argumentam que a interrupção dos acordos pode afetar receitas previamente previstas e dificultar a reorganização de seus planejamentos financeiros.
A medida também amplia a discussão sobre a segurança jurídica de contratos celebrados durante o período em que o mercado de apostas de quota fixa estava autorizado e regulamentado no país.
Patrocínios de bets entram no centro da disputa
Receitas comerciais do futebol
A participação dos clubes leva ao STF a perspectiva das equipes que estabeleceram contratos comerciais com operadores de apostas durante o período em que o mercado estava autorizado e regulamentado.
Os contratos de patrocínio representam uma fonte relevante de receitas para o futebol brasileiro. Segundo levantamento citado pela CNN Brasil, os patrocínios de casas de apostas movimentaram R$ 1,03 bilhão entre clubes da Série A em 2025, equivalente a 33% das receitas comerciais e 7,2% da receita total das equipes.
Esse cenário ajuda a dimensionar o potencial impacto financeiro da interrupção dos patrocínios de bets para os clubes que possuem contratos ativos com empresas do setor.
Caso do São Paulo
O caso do São Paulo evidencia a complexidade contratual provocada pela mudança regulatória. O acordo do clube com a Superbet prevê mecanismos específicos para situações em que alterações regulatórias ou judiciais impeçam a publicidade de apostas, incluindo a possibilidade de suspensão ou encerramento da parceria em determinadas circunstâncias.
A situação demonstra como eventuais mudanças nas regras para as apostas podem produzir efeitos não apenas sobre operadores e apostadores, mas também sobre contratos comerciais estabelecidos com clubes de futebol.
STF concentra ações sobre a MP das bets
Diferentes agentes questionam a medida
A ADI 8.027/DF é uma das ações que passaram a discutir os efeitos da nova medida sobre o mercado brasileiro de apostas. Além dos cinco clubes, Flamengo e Botafogo também solicitaram participação em processos relacionados à MP.
Outra frente de discussão envolve a ADI 7.721, que já tramitava no STF antes da publicação da MP e tem Luiz Fux como relator. O processo foi aberto em 2024 pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), inicialmente contra a regulamentação das apostas, e posteriormente passou a incluir a discussão sobre a nova medida.
Impacto sobre o mercado regulado
Os clubes também solicitaram participação em outra ação relacionada ao uso de apostas por beneficiários de programas sociais. O tema já havia sido analisado pelo STF, que determinou em 2024 a adoção de medidas para impedir o uso de recursos de programas como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC) em apostas online.
A disputa judicial amplia, assim, o debate sobre o impacto da MP 1.394/2026 para além das operadoras de apostas. Clubes de futebol, contratos de patrocínio e outros agentes que participaram do mercado regulado também passaram a integrar a discussão sobre os efeitos da medida.
O STF deverá analisar os diferentes pedidos apresentados no contexto das ações que questionam a MP e seus efeitos sobre o setor de apostas de quota fixa no Brasil.
Categoría:Otros
Tags: Sin tags
País: Brasil
Región: Sudamérica
Eventos
SiGMA North America 2026
01 de Setembro 2026
Reguladores da América Latina debateram jogo ilegal e inovação na SiGMA North America
(Cidade do México, Exclusivo SoloAzar).- O painel “O Fórum da Caneta Vermelha: Os reguladores respondem à indústria”, realizado durante a SiGMA North America 2026, reuniu representantes do Uruguai, Argentina, Porto Rico e Honduras para analisar os desafios regulatórios, a transformação digital, o jogo ilegal e a necessidade de adaptar as loterias às novas gerações. A conferência foi moderada por Rodrigo Cigliutti, diretor-executivo da CIBELAE – Corporação Ibero-Americana de Loterias e Apostas de Estado, e contou com a participação de Marcelo Visconti, diretor nacional de Loterias e Quinielas do Uruguai; Carlos Moyano, presidente da IAFAS Entre Ríos, Argentina; Heidi Hernández Olivo, subsecretária da Loteria de Porto Rico; e Lissa Mencía, diretora-geral de Operações de Loterias e Jogos da Loto Honduras.
Segunda-feira 28 Sep 2026 / 12:00
SiGMA North America abordou a gestão de crises no iGaming
(Cidade do México, Exclusivo SoloAzar).- Durante a SiGMA North America 2026, Rosa Ochoa, fundadora da plataforma Blue Global Gaming e assessora estratégica de operadores de jogos; Iliana María Pineda Echeverri, Chief Legal & Compliance Officer da Wplay.co; Iraid Rosales, Country Manager Mexico da Amusnet; e Elizabeth Maya Cano, presidente executiva da CORNAZAR, analisaram as principais questões para gerenciar situações de crise na indústria de iGaming, com foco especial em transparência, comunicação, tecnologia e preparação.
Sexta-feira 25 Sep 2026 / 12:00
Afiliados e aquisição, chaves para os mercados regulados da América do Norte
(Cidade do México, Exclusivo SoloAzar).- Durante a SiGMA North America 2026, Cristopher Guzmán Reyes, Chefe de Afiliados do Logrand Entertainment Group; Guga Júnior, influencer e especialista em caça-níqueis da Scalar Partners; Andrés Gómez, responsável pela estratégia de comercialização para a América Latina da Admattic; Yambot Aguilera, Diretor de Vendas de Jogos de Azar e Finanças do Google; e Paula Gabriel Jiménez, Diretora de Crescimento de Clientes de Publicidade da Microsoft na Aleph, analisaram o ecossistema de afiliados estaduais e provinciais da América do Norte, bem como os desafios de aquisição em mercados regulados.
Quinta-feira 24 Sep 2026 / 12:00
SUSCRIBIRSE
Para suscribirse a nuestro newsletter, complete sus datos
Reciba todo el contenido más reciente en su correo electrónico varias veces al mes.