Análisis

A importância da determinação na liderança de QA: como a Altenar construiu uma cultura de qualidade escalável

Segunda-feira 26 de Janeiro 2026 / 12:00

⏱ 3 min de lectura

(Douglas).- Após evoluir de uma equipe de três pessoas para um departamento de Garantia de Qualidade (QA) com 35 profissionais, a chefe de QA da Altenar compartilha sua visão sobre liderança, crescimento e por que a determinação é essencial ao trabalhar com desenvolvedores.

A importância da determinação na liderança de QA: como a Altenar construiu uma cultura de qualidade escalável

Há dez anos, Elena Vershinina entrou em um pequeno escritório em um sótão, em Vladimir, para uma entrevista de emprego. Naquele momento, a Altenar estava apenas começando: poucas pessoas, processos mínimos e uma grande ambição de crescimento. Elena ingressou na empresa como Especialista Principal em Controle de Qualidade, em uma equipe formada por apenas três integrantes.

Hoje, ela lidera o Departamento de Garantia de Qualidade da Altenar, com um time de 35 profissionais e seis unidades de QA independentes. Sua trajetória reflete a própria evolução da empresa: crescimento acelerado, adaptação constante e forte foco em resultados.

Da TI industrial à liderança em qualidade

Elena iniciou sua carreira em 2004 no departamento de TI de uma fábrica local. Embora seu cargo oficial fosse o de “operadora de computadores”, ela adquiriu experiência prática em análise, desenvolvimento e testes de software. Ao apoiar engenheiros com conhecimento técnico limitado, acelerou seu próprio aprendizado, especialmente em bancos de dados e lógica de sistemas.

Essa curiosidade trouxe resultados. Após receber incentivo para seguir profissionalmente na área de TI, ingressou em uma empresa como QA júnior. Apenas seis meses depois, foi promovida a testadora sênior. Em 2015, levou essa bagagem para a Altenar.

Construindo processos de QA do zero

Quando Elena chegou à Altenar, a área de qualidade não possuía estrutura: não havia documentação, fluxos de testes ou processos definidos, e problemas surgiam com frequência durante os lançamentos. Seu primeiro grande desafio foi desenhar e implementar um processo completo de QA capaz de acompanhar a expansão do produto.

“O que funciona para três pessoas não funciona para trinta”, explica. À medida que a Altenar crescia, o departamento de QA também precisava escalar, otimizando processos e fortalecendo tanto as competências técnicas quanto as de gestão.

Um estilo de gestão democrático que acompanha o crescimento

Elena define seu estilo de liderança como democrático. Na Altenar, a tomada de decisões é distribuída, permitindo que as equipes atuem com mais agilidade e evitando burocracias desnecessárias.

“A gestão autoritária desacelera tudo”, afirma. “Quando cada decisão depende de uma única pessoa, a eficiência se perde. Equipes empoderadas avançam mais rápido e entregam resultados melhores.”

Essa filosofia também se reflete na avaliação de desempenho. Na Altenar, não se mede o tempo de trabalho, mas sim os resultados alcançados. O foco está na responsabilidade, na autonomia e no impacto gerado.

O que define um bom profissional de QA?

Para Elena, as habilidades técnicas são importantes, mas a atitude pesa ainda mais. O perfil ideal de QA é aberto, curioso, confiável e com boas capacidades de comunicação. Como o QA é a última linha de defesa antes que o produto chegue ao cliente, o senso de responsabilidade é fundamental.

Um atributo se destaca acima dos demais:
“Sem determinação, é difícil se posicionar diante dos desenvolvedores.”

Em ambientes de produto dinâmicos, líderes de QA precisam defender com firmeza os padrões de qualidade, mantendo ao mesmo tempo uma colaboração próxima com as equipes de desenvolvimento.

O lado humano da liderança

Não há dois dias iguais. Alguns transcorrem perfeitamente, com lançamentos tranquilos e reuniões produtivas. Outros exigem respostas rápidas a incidentes ou falhas inesperadas.

Os momentos mais difíceis, admite Elena, são as despedidas. Seja por mudanças de carreira, questões de saúde ou transições para a área de desenvolvimento, cada saída é vivida de forma pessoal.

Ainda assim, ela enxerga o crescimento — inclusive fora do QA — como uma conquista. “Quando um testador migra para desenvolvimento, significa que fizemos bem o nosso trabalho.”

Aprendizados e olhar para o futuro

Para Elena, o maior erro de um líder é ter medo de errar — ou de contratar pessoas melhores do que ele próprio. Equipes sólidas são construídas com diversidade de competências, perfis e perspectivas. Trazer pessoas que sabem fazer o que você ainda não sabe é a maneira pela qual as organizações evoluem.

Seu maior orgulho não é um projeto específico, mas os times que ajudou a formar: motivados, eficientes e baseados na confiança.

Categoría:Análisis

Tags: Altenar,

País: Isla de Man

Región: EMEA

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