Brasil 2026: Por que Operadores Globais Estão de Olho no Mercado que Mais Cresce no Mundo
Quarta-feira 26 de Novembro 2025 / 12:00
2 minutos de lectura
(Rio de Janeiro).- Nos últimos anos, o mercado brasileiro se transformou: de um faroeste não regulado em uma história de sucesso regulada. E operadores globais estão observando de perto. Apesar de ter alcançado regulamentação completa apenas em janeiro de 2025, o crescimento meteórico do Brasil já o colocou entre os cinco maiores mercados de jogos regulados do mundo, lado a lado com o Reino Unido e os Estados Unidos. Combinado com uma população de mais de 213 milhões — um público amplamente inexplorado — o tamanho do mercado brasileiro e sua base crescente de jogadores apresentam vastas oportunidades para operadores internacionais que buscam entrar no país.
À medida que nos aproximamos do SBC Summit Rio, cresce também a atenção sobre por que operadores globais veem o Brasil como seu próximo foco estratégico e como o evento pode ajudar a consolidar posições em um cenário de expansão acelerada.
O mercado regulado brasileiro ganhou forma definitiva em janeiro de 2025, inaugurando uma nova era de regras, estrutura e oportunidades. Operadores que desejam atuar no país agora precisam cumprir requisitos rigorosos, como obter a licença federal SPA, garantir 20% de participação brasileira e pagar uma taxa de licenciamento de R$ 30 milhões. Inicialmente, essas condições geraram preocupações — desde temores de intervenção governamental até receio de perda de receita. O mercado não regulado havia disparado para R$ 120 bilhões (US$ 21,17 bilhões) em 2023, e a transição para o modelo regulado exigia adaptações rápidas.
No entanto, desde que o modelo regulado entrou em vigor, os resultados positivos se destacaram: o crescimento acelerou, operadores agora têm um caminho claro de conformidade e as autoridades intensificaram o combate ao mercado ilegal, removendo mais de 15.000 páginas clandestinas de apostas e encerrando 255 contas suspeitas. Para operadores licenciados, a regulamentação fortaleceu oportunidades, eliminou concorrência do mercado cinza e reforçou a credibilidade das marcas.
O impacto econômico também ganhou força: mais de 10.000 empregos diretos e 5.500 indiretos foram criados; 67 novas categorias profissionais surgiram; e os salários médios do setor chegaram a R$ 7.000 — mais que o dobro da média nacional. Além disso, 65% dos trabalhadores agora possuem diploma universitário e quase metade atua em funções técnicas ou especializadas, indicando um mercado profissionalizado, competitivo e preparado para operações sofisticadas e escaláveis.
O tamanho da população brasileira, aliado ao crescente poder de compra e ao aumento da penetração digital, cria condições ideais para expansão. Previsões apontam que o mercado brasileiro deverá gerar R$ 37,1 bilhões (US$ 7,02 bilhões) em receita em 2025, enquanto o GGR pode subir de R$ 31 bilhões em 2025 para R$ 64 bilhões (US$ 11,3 bilhões) até 2030. Embora ainda jovem no percurso regulatório, o Brasil já produz cerca de um quarto da receita do Reino Unido — um mercado com décadas de maturação — e deverá se consolidar como protagonista global nos próximos anos.
A base de jogadores também cresce rapidamente. A penetração deve atingir 9,5% até o final de 2025, e o país deve alcançar 22,1 milhões de apostadores até 2030. O ARPU deve alcançar US$ 347,95 ainda este ano, refletindo um consumidor engajado e com maior poder de gasto. Com 98,7% das visitas a sites legais de apostas vindo de dispositivos móveis, o Brasil é claramente um mercado mobile-first — uma enorme vantagem para operadores globais que já atuam com plataformas e aplicativos bem estabelecidos.
O cenário brasileiro também apresenta características únicas que impulsionam ainda mais sua atratividade: uma população apaixonada por futebol, grande receptividade ao marketing de influenciadores e o uso massivo do Pix como principal meio de pagamento. O futebol segue como motor cultural e econômico para apostas. Em 2025, 18 dos 20 clubes da Série A possuíam patrocínios principais de casas de apostas, somando R$ 1,1 bilhão em investimentos. Isso cria um ecossistema de visibilidade incomparável para operadores internacionais que buscam conexão imediata com o público brasileiro.
O marketing de influenciadores, por sua vez, é uma das ferramentas mais eficazes: são 144 milhões de usuários de redes sociais, representando quase 70% da população. A comunicação mobile-first e o estilo rápido e visual de plataformas como TikTok e Instagram favorecem marcas que queiram se inserir rapidamente no mercado com relevância e identificação cultural.
O Pix completa esse ciclo ao oferecer um meio de pagamento já plenamente aceito, seguro, de baixa fricção e com transações instantâneas. Isso reduz custos, aumenta a confiabilidade e facilita tanto depósitos quanto saques — vantagens essenciais para operadores internacionais que precisam conquistar jogadores desde o primeiro contato.
Mesmo com 65 operadores licenciados administrando 171 marcas, o mercado brasileiro está longe da saturação. A baixa penetração atual, combinada com a vasta população, cria espaço para expansão significativa. Entre maio e junho de 2025, 10 dos 13 operadores licenciados mais visitados do Brasil eram internacionais. Betano, Betfair e KTO destacaram-se pela rápida adaptação local, forte estratégia de marketing e presença esportiva massiva, provando que operadores globais não apenas podem entrar com sucesso, mas também se tornar líderes rapidamente.
Em síntese, o Brasil se consolidou como uma das oportunidades mais desejadas do mundo para operadores internacionais em 2026. Um ambiente regulado que sustenta crescimento, uma base de jogadores altamente engajada, a dominância do mobile, o poder do futebol e a eficiência do Pix criam condições únicas para expansão. O país reúne, no mesmo mercado, escala, velocidade, potencial e estabilidade — uma combinação rara no cenário global de iGaming.
Operadores já podem solicitar gratuitamente o Operator Pass para o SBC Summit Rio, garantindo acesso a três dias de networking, conteúdo especializado e oportunidades de negócios em um dos mercados mais promissores do mundo.
Categoría:Análisis
Tags: Sin tags
País: Brasil
Región: Sudamérica
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