ABRASF reforça pedido para atuar em ação no STF contra Lei das Bets e denuncia sonegação de até R$ 10 bilhões
Quarta-feira 24 de Setembro 2025 / 12:00
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(Brasília).- A Associação Brasileira das Secretarias de Finanças (ABRASF) protocolou em 15 de setembro de 2025 novo pedido para ingressar como amicus curiae na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7721, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e questiona a Lei 14.790/23 sobre apostas esportivas. O processo foi movido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O primeiro requerimento da entidade havia sido apresentado em outubro de 2024.
Na petição, a ABRASF afirma que a lei aprovada em dezembro de 2023 apresenta omissões graves, especialmente quanto à cobrança de tributos de empresas que já atuam no país desde 2018. A entidade pede que, além da participação como amicus curiae, o STF exija a comprovação da origem lícita dos recursos usados para pagamento das outorgas e o recolhimento prévio de impostos devidos, como ISSQN e IRPJ, inclusive em operações realizadas a partir do exterior, mas destinadas a consumidores brasileiros.
A associação também denuncia sonegação fiscal bilionária no setor. Segundo dados apresentados, apenas em ISSQN os valores não recolhidos somaram R$ 310 milhões em 2022 e R$ 2,7 bilhões em 2023, com projeção de chegar a R$ 10 bilhões em 2024. A petição sustenta que esses montantes, que deveriam reforçar receitas municipais, estaduais e federais, foram retidos indevidamente por empresas que operam no Brasil desde 2018.
Outro ponto levantado é a lacuna na legislação quanto à verificação da origem lícita dos recursos utilizados no pagamento de outorgas, o que, segundo a ABRASF, aumenta o risco de lavagem de dinheiro.
O processo já conta com decisão liminar do ministro Luiz Fux, relator da ação, que em novembro de 2024 determinou medidas imediatas contra a publicidade direcionada a crianças e adolescentes e proibiu a utilização de recursos de programas sociais, como Bolsa Família e BPC, em apostas esportivas. Na mesma época, o STF realizou audiência pública de dois dias para discutir os impactos das apostas online no Brasil, com a participação de mais de 40 representantes de órgãos públicos, academia, clubes de futebol, entidades da sociedade civil e especialistas internacionais.
A ABRASF pede que o STF reconheça a inconstitucionalidade por omissão da Lei 14.790/23 e determine a inclusão de critérios mais rígidos, como a comprovação da origem lícita de recursos e a quitação de tributos devidos. A associação ressalta sua legitimidade institucional na defesa das finanças municipais e lembra que, até o momento, 28 pedidos de amicus curiae já foram apresentados na ADI 7721 por governos estaduais e entidades da sociedade civil.
Categoría:Gaming
Tags: Sin tags
País: Brasil
Región: Sudamérica
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