Gaming

Anatel já derrubou mais de 18 mil sites de apostas clandestinas

Quarta-feira 10 de Setembro 2025 / 12:00

⏱ 3 min de lectura

(São Paulo).- O Governo Federal vem intensificando o combate às apostas clandestinas em parceria com órgãos competentes. Desde outubro de 2024, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já derrubou mais de 18 mil sites ilegais, segundo balanço divulgado pelo Metrópoles.

Anatel já derrubou mais de 18 mil sites de apostas clandestinas

Em dezembro, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA-MF) anunciou um acordo com a Anatel para acelerar o bloqueio de plataformas que oferecem apostas de quota fixa sem autorização, criando um fluxo ágil e direto de informações entre as instituições.

Medidas digitais ampliadas

A ofensiva também se estende ao ambiente digital. No último mês, a Advocacia-Geral da União (AGU) notificou a Meta, dona do Instagram e Facebook, para retirar anúncios de casas de apostas não autorizadas. O órgão identificou "centenas de resultados" de publicidade irregular na biblioteca de anúncios pagos da empresa.

Além disso, a SPA-MF e o Conselho Digital do Brasil firmaram em julho um acordo para reforçar a cooperação no combate à ilegalidade, incluindo prevenção, detecção e remoção de conteúdos de apostas que desrespeitam a legislação nacional.

O papel do setor financeiro

Especialistas defendem que um dos caminhos mais eficazes é eliminar as operações financeiras das plataformas clandestinas.

"Vimos um crescimento do número de fintechs criadas exclusivamente para atender sites estrangeiros sem regulamentação. O único caminho eficaz é o Banco Central intervir nas operações dessas empresas", avalia Igor Sá, CMO e COO da HiperBet.

Na mesma linha, João Fraga, CEO da techfin Paag, destaca: "Sem meios financeiros, as operações ilegais perdem a capacidade de atuar. É fundamental que todas as facilitadoras de pagamento operem apenas com casas regulamentadas".

Já Vinicius Nogueira, CEO da BETesporte, ressalta: "O combate exige grande esforço, investimento e tecnologia dos órgãos fiscalizadores. Não é simples, mas é fundamental para proteger a segurança do público e garantir concorrência leal".

Prejuízos bilionários e riscos ao consumidor

Um estudo da LCA Consultores em parceria com o Instituto Locomotiva e apoio do IBJR estima que o Brasil perde R$ 10,8 bilhões por ano com o mercado ilegal. A pesquisa aponta ainda que:

·       61% dos entrevistados apostaram em sites irregulares em 2025;

·       78% têm dificuldade para distinguir plataformas legais das ilegais;

·       72% afirmam não conseguir verificar a regularidade das casas;

·       73% utilizaram ao menos uma plataforma ilegal neste ano.

Para Alex Rose, CEO da InPlaySoft: "O setor contribui para a economia, gera empregos e impostos. Mas tributos excessivos podem estimular a migração para operadores ilegais".

Bernardo Cavalcanti Freire, consultor jurídico da ANJL, acrescenta: "Além de fraudar os cofres públicos, essas plataformas expõem os jogadores sem garantias de segurança ou proteção de dados".

A importância da regulação e da fiscalização

Representantes de empresas legalizadas reforçam a necessidade de uma repressão efetiva. Fellipe Fraga, CBO da EstrelaBet: "Já arrecadamos mais de R$ 3 bilhões nos cinco primeiros meses de 2025. Mas poderíamos avançar ainda mais se houvesse uma repressão eficiente ao mercado ilegal".

Talita Lacerda, COO do Grupo Ana Gaming: "O bloqueio de sites clandestinos fortalece a credibilidade do setor e protege o consumidor".

Daniel Fortune, influenciador digital de jogo responsável: "Com o avanço das apostas online, é urgente promover cultura de educação, consciência e apoio ao jogador".

Categoría:Gaming

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País: Brasil

Región: Sudamérica

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