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No Brasil, os sites de apostas ocupam a segunda posição entre os mais visitados da internet, acima do YouTube.

Terça-feira 12 de Agosto 2025 / 12:00

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(Brasília).- A pesquisa realizada pela plataforma SimilarWeb, mostra que os domínios terminados em “.bet.br” somaram 2 bilhões de visitas apenas no mês de junho, com uma média de quase 14 páginas por visita e uma permanência média de 13 minutos e 29 segundos por sessão.

No Brasil, os sites de apostas ocupam a segunda posição entre os mais visitados da internet, acima do YouTube.

Desde junho de 2025, os sites de apostas autorizados, os “.bet.br”, cresceram exponencialmente e se tornaram protagonistas no cenário digital nacional. O volume de acessos coloca essas plataformas na 15ª posição no ranking global, mas no Brasil elas já ocupam a segunda posição, superando gigantes como YouTube, Globo.com, TikTok, WhatsApp, Instagram e Facebook.

Os números do mercado de apostas podem ser ainda mais impressionantes. Os dados do relatório da SimilarWeb refletem apenas o tráfego das bets autorizadas, ou seja, aquelas plataformas legalmente reconhecidas e licenciadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA). Excluem, assim, os sites que não se submeteram à regulamentação brasileira, mas insistem em operar de forma ilegal no país.

Segundo estudo encomendado pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), essas plataformas ilegais são responsáveis por uma fatia considerável do setor: estima-se que entre 41% e 51% das apostas no Brasil ainda ocorrem fora do ambiente regulamentado. A pesquisa, conduzida pela LCA Consultores com base em dados do Instituto Locomotiva, aponta que o Brasil perde até R$ 10,8 bilhões por ano em arrecadação tributária por conta dessas atividades não licenciadas.

Além das perdas econômicas, a atuação de plataformas ilegais levanta sérias preocupações quanto à proteção dos consumidores. De acordo com o estudo, 78% dos apostadores afirmam ter dificuldade para distinguir entre sites legais e ilegais, e 46% já chegaram a depositar dinheiro em plataformas que depois foram identificadas como fraudulentas.

Tais números evidenciam o desafio que o Brasil enfrenta para consolidar um ambiente de apostas seguro, transparente e alinhado com a legislação. Entre as medidas exigidas das bets autorizadas, as apostas online só podem ser pagas por PIX, transferência ou débito, como forma de limitar o potencial de endividamento dos jogadores.

Em resposta a esse cenário desafiador, o governo federal, por meio da SPA, firmou um acordo de cooperação com o Conselho Digital do Brasil, entidade que reúne representantes das principais big techs atuantes no país, como Google, Meta, TikTok, Kwai e Amazon.

O objetivo central do acordo é intensificar o combate à ilegalidade no mercado de apostas de quota fixa, especialmente no ambiente digital e nas redes sociais. A parceria estabelece a criação de canais bilaterais de comunicação entre a SPA e as plataformas digitais, permitindo notificações ágeis sobre conteúdos que violem a legislação e facilitando sua remoção.

O acordo também prevê ações coordenadas para proteger menores de idade e garantir que a publicidade de apostas respeite as diretrizes legais. Para Regis Dudena, secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, essa cooperação é essencial para fortalecer a fiscalização e a conformidade no meio digital, com permissão apenas para as bets autorizadas.

No mesmo tom, o diretor executivo do Conselho Digital, Felipe França, destacou que essa coordenação dos provedores de aplicativos é um passo inédito, provocado pela regulamentação de um setor altamente influente e sensível como o das apostas online.

“O acordo com a SPA nasce do entendimento de que a regulação da modalidade de apostas de quota fixa, especialmente no ambiente digital, exige não apenas normas, mas também cooperação técnica, articulação institucional e canais permanentes de diálogo”, enfatizou o executivo.

Categoría:Juegos Online

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País: Brasil

Región: Sudamérica

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