Legislacion

Bets solicitam reunião com ministros sobre o aumento do IOF

Sexta-feira 06 de Junho 2025 / 12:00

⏱ 2 min de lectura

(Brasilia).- Seis entidades representantes do setor de apostas esportivas, as bets, no Brasil, solicitaram uma reunião com três ministros do governo Lula (PT), diante da preocupação com um possível aumento da carga tributária que, segundo elas, pode comprometer a viabilidade das operações no Brasil.

Bets solicitam reunião com ministros sobre o aumento do IOF

O pedido foi encaminhado na terça-feira, 3 de junho, e tem como destinatários os ministros Fernando Haddad (Fazenda), André Fufuca (Esportes) e Celso Sabino (Turismo). Segundo meio local, as entidades querem discutir alternativas à elevação da carga tributária, que vem sendo considerada pelo governo como uma possível compensação à derrubada do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

As representantes das bets argumentam que a tributação atual já consome cerca de 50% do faturamento do setor. Segundo elas, qualquer acréscimo tornaria o negócio inviável e levaria muitas empresas a não renovarem suas concessões de cinco anos para atuar no mercado legalizado de apostas no país.

A mobilização ocorre após uma reunião entre Haddad e os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), realizada na segunda-feira (2). No encontro, foi discutida a possibilidade de revogar o aumento do IOF — medida anunciada pelo governo para atender às metas fiscais —, em troca de ampliar a taxação sobre o setor de apostas.

Diante da ameaça de um novo aumento de tributos, as entidades divulgaram uma nota conjunta alertando para os impactos da medida, especialmente sobre a legalidade e segurança do setor. “A adoção de medidas que comprometam a operação legal tende a provocar um efeito inverso ao desejado: o fortalecimento de plataformas clandestinas, que não recolhem tributos, não respeitam normas regulatórias e expõem o consumidor a riscos de fraudes, vício em jogos e outras vulnerabilidades, como se observou nas últimas décadas”, diz o comunicado.

As entidades temem que uma guinada tributária possa favorecer justamente o mercado ilegal que a recente regulamentação pretendia combater. O setor, que nos últimos anos passou a operar sob regras mais claras, vê com preocupação a sinalização de instabilidade fiscal e jurídica.

Por Guilherme Levorato

Categoría:Legislacion

Tags: Sin tags

País: Brasil

Región: Sudamérica

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