Governo e bets alertam que restrição a lances individuais pode fortalecer mercado ilegal
Quinta-feira 28 de Agosto 2025 / 12:00
⏱ 2 min de lectura
(Brasília).- Representantes do governo e do setor de apostas esportivas afirmaram nesta quarta-feira (27) que a proibição de apostas em lances individuais durante partidas, como cartões, escanteios e faltas, pode ampliar o mercado ilegal. A medida está prevista no Projeto de Lei 2842/23, em debate na Subcomissão de Regulação de Apostas Esportivas da Câmara.
Letícia Soeiro, do Ministério da Fazenda, ponderou que a proposta pode reduzir fraudes, mas também desestimular o mercado regulado, defendendo monitoramento independente da integridade esportiva. Gabriel Lima, da Liga Forte União, citou estudos internacionais que mostram que restrições rigorosas empurram apostadores para a ilegalidade, além de ameaçar contratos de patrocínio que sustentam quase todos os clubes das Séries A e B.
O presidente da Associação de Bets e Fantasy Sport (aBFS), Rafael Marcondes, ressaltou que 90% das manipulações estão ligadas ao resultado dos jogos, e não a lances secundários. Já Tiago Barbosa, da Genius Sports, lembrou que 70% a 80% das apostas no Brasil ainda ocorrem em sites ilegais, e que restringir o mercado regulado afetaria apenas uma parcela minoritária.
O secretário nacional do Esporte, Giovanni Rocco Neto, defendeu foco nas casas ilegais, com uso de tecnologia, rastreamento financeiro e atuação policial.
Vício e publicidade em debate
A audiência também abordou os impactos do vício em apostas e a responsabilidade da publicidade do setor. O deputado Caio Vianna (PSD-RJ) cobrou do Ministério da Saúde ações mais efetivas diante do baixo número de atendimentos. Marcelo Dias, diretor da pasta, afirmou que a maioria dos dependentes só chega aos serviços de saúde por insistência da família, e defendeu integrar o problema às políticas de saúde mental. Vianna ainda defendeu publicidade mais responsável, com campanhas educativas que mostrem riscos além do potencial de lucro.
Categoría:Legislacion
Tags: Sin tags
País: Brasil
Región: Sudamérica
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