Governo e entidades defendem reforço na fiscalização e proteção ao consumidor em apostas esportivas
Quarta-feira 12 de Novembro 2025 / 12:00
2 minutos de lectura
(Brasília).- Representantes do governo e de entidades de defesa do consumidor defenderam o aprimoramento das regras de fiscalização e proteção no mercado de apostas esportivas, durante debate na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados. O encontro destacou a necessidade de regras mais claras para publicidade e bloqueio de sites ilegais.
A representante do Ministério da Fazenda, Andiara Maria Braga Maranhão, afirmou que a Lei das Bets tornou o setor mais seguro e transparente ao estabelecer normas de outorga, fiscalização e responsabilidade social.
Ela alertou, no entanto, que propostas como o Projeto de Lei 2663/25, que prevê a revogação da norma, trariam insegurança jurídica e deixariam o consumidor vulnerável. Segundo Maranhão, a criação da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), em janeiro de 2024, marcou o início de uma nova estrutura de regulação do setor, antes caracterizado por uma “zona cinzenta” jurídica.
A secretaria atua na outorga, fiscalização, monitoramento, promoção comercial e jogo responsável, publicando regras sobre transações de pagamento, publicidade, certificação de jogos e prevenção à lavagem de dinheiro. Ela destacou ainda que a Lei das Bets é uma das legislações mais protetivas ao consumidor no segmento, aplicando integralmente o Código de Defesa do Consumidor.
A norma também proíbe a participação de menores de 18 anos e restringe a publicidade de apostas, vedando campanhas em escolas e universidades, além do uso de crianças, adolescentes ou celebridades que possam incentivar o jogo.
Transparência na publicidade
A representante da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Marina Giocondo Cardoso Pita, afirmou que ainda é preciso avançar na regulação da publicidade digital, ressaltando a importância da transparência e o aumento de influenciadores em promoções irregulares de apostas.
“Muitas vezes, influenciadores fazem publicidade disfarçada de ofertas de apostas. E essa prática já configura irregularidade”, disse. Ela citou a Federal Trade Commission (FTC), dos Estados Unidos, como referência por estabelecer padrões que obrigam plataformas a identificar publicações comerciais, facilitando a fiscalização.
O diretor de fiscalização do Procon-SP, Marcelo Pagoti, criticou a intensidade das propagandas de apostas, especialmente em horários infantis. “O Procon não é contra as apostas legalizadas, mas defende um equilíbrio maior. O consumidor é o lado mais vulnerável dessa relação e precisa de mais proteção”, afirmou.
Pagoti também relatou o aumento das reclamações contra casas de apostas e do endividamento ligado a jogos, inclusive em plataformas legalizadas.
Bloqueio de sites ilegais
O representante do Ministério do Esporte, Giovanni Rocco Neto, destacou que o Brasil é o segundo maior mercado de apostas do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, e que mais da metade das empresas atuam ilegalmente.
Desde o início da regulação, o Ministério da Fazenda já bloqueou mais de 23 mil sites clandestinos. Atualmente, o bloqueio é feito de forma indireta: o ministério identifica os sites irregulares e comunica a Anatel, que solicita às provedoras de internet a restrição dos endereços.
Rocco defendeu que o Congresso Nacional atribua poderes diretos à Anatel para executar o bloqueio de sites ilegais, sem necessidade de intermediação. “A medida traria um avanço significativo para a fiscalização e o combate às apostas ilegais”, afirmou.
Rastreabilidade das apostas
O representante do Instituto Livre Mercado, Rodrigo Marinho, defendeu a aprovação do Projeto de Lei 3523/25, que estabelece regras para a operação de loterias e apostas no Brasil, como o pagamento automático de prêmios via Pix e a obrigatoriedade do registro do CPF em cada aposta.
Ele também elogiou o uso da tecnologia blockchain pública para ampliar a rastreabilidade das operações. “É uma possibilidade de usar a tecnologia para garantir mais segurança jurídica”, disse.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Categoría:Legislacion
Tags: Sin tags
País: Brasil
Región: Sudamérica
Eventos
ICE Barcelona 2026
19 de Janeiro 2026
Apresentação incrível da Onlyplay na ICE Barcelona
(Barcelona).- A ICE Barcelona tornou-se um evento muito especial para a equipe da Onlyplay. Os dias passaram rapidamente, cheios de conversas, reuniões e um interesse genuíno por parte de parceiros e visitantes. Desde as primeiras horas da feira, ficou claro que o ambiente era aberto, animado e repleto de energia positiva.
GAT marca um novo marco de reuniões na ICE Barcelona e fortalece alianças estratégicas
(Bogotá).- A GAT Events, reconhecida plataforma B2B de negócios, formação e articulação institucional para o setor de jogos na América Latina, destacou-se na ICE Barcelona 2026 com uma ampla delegação formada por suas equipes comercial, de marketing, comunicações e relações públicas. Sua presença reafirmou o crescente interesse internacional pelos mercados da América Latina e do Caribe.
Atlaslive faz balanço do ICE Barcelona 2026: Regulamentação, confiança do jogador e entrega mais inteligente de produtos
(Lisboa).- A Atlaslive concluiu uma semana bem-sucedida no ICE Barcelona 2026, onde líderes internacionais do setor de jogos se reuniram na Fira Barcelona Gran Via (19–21 de janeiro) para definir as prioridades da indústria para o próximo ano.
SUSCRIBIRSE
Para suscribirse a nuestro newsletter, complete sus datos
Reciba todo el contenido más reciente en su correo electrónico varias veces al mes.

