Nova lei de apostas agrada ao setor ao endurecer cerco contra o jogo ilegal no Brasil
Terça-feira 27 de Janeiro 2026 / 12:00
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(Brasília).- Uma coluna publicada no portal PlatôBR aponta que, apesar do aumento da carga tributária, a nova lei que reformula o marco regulatório das apostas no Brasil foi bem recebida por parte do setor, sobretudo por introduzir mecanismos mais eficazes de combate às operações ilegais.
Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a legislação que elevou os impostos incidentes sobre as casas de apostas trouxe, ao mesmo tempo, dispositivos considerados estratégicos pelas operadoras legalizadas. De acordo com a análise publicada no PlatôBR, o principal avanço está na ampliação do alcance da regulação para além das bets clandestinas, passando a responsabilizar também os agentes que viabilizam sua operação.
Responsabilização da infraestrutura financeira
Um dos pontos centrais da nova lei é a criação de responsabilidade solidária para bancos, fintechs e meios de pagamento que continuarem processando transações de operadores ilegais após notificação do Ministério da Fazenda. Com isso, o combate ao jogo irregular deixa de focar exclusivamente nas empresas não autorizadas e passa a atingir a infraestrutura financeira que sustenta essas plataformas.
Para o setor regulado, essa mudança representa um divisor de águas. Estima-se que atualmente quase metade das apostas realizadas no Brasil ainda ocorra fora do sistema autorizado, em sites que não recolhem impostos nem seguem regras de compliance, jogo responsável e proteção ao consumidor.
Equilíbrio entre tributação e concorrência
Embora o aumento de impostos não seja visto como positivo pelas operadoras, a avaliação predominante é de que o novo arcabouço legal cria condições mais equilibradas de concorrência. Ao dificultar a atuação de plataformas clandestinas, a lei tende a fortalecer o mercado regulado, que opera sob custos mais elevados, mas dentro da legalidade.
“O aumento de impostos não é uma boa notícia. Mas a lei cria responsabilidades que chegam em boa hora”, afirmou André Gelfi, diretor do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), sintetizando a percepção de parte relevante da indústria.
Na leitura do setor, o sucesso da nova legislação dependerá agora da capacidade do Estado de aplicar as sanções previstas e garantir que bancos e intermediários financeiros cumpram efetivamente as determinações. Caso isso ocorra, a expectativa é de uma redução gradual do jogo ilegal e de maior previsibilidade para o mercado de apostas no Brasil.
Categoría:Legislacion
Tags: Sin tags
País: Brasil
Región: Sudamérica
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