IBJR liga sucesso do Desenrola 2.0 ao combate às bets ilegais
Quarta-feira 20 de Maio 2026 / 12:00
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(São Paulo).- O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) declarou que a efetividade do programa Desenrola 2.0 estará diretamente ligada à capacidade das autoridades brasileiras de conter o avanço das plataformas ilegais de apostas online. Segundo a entidade, restrições excessivas ao mercado regulado podem acelerar a migração de usuários para operadores clandestinos, comprometendo tanto a arrecadação pública quanto os mecanismos de proteção ao consumidor.
Desenrola 2.0 entra no debate sobre apostas online
O programa Desenrola 2.0, voltado à renegociação de dívidas e ampliação do acesso ao crédito no Brasil, passou a integrar o debate regulatório sobre o setor de apostas esportivas e iGaming. Na avaliação do IBJR, políticas públicas relacionadas ao endividamento da população precisam considerar a existência de um amplo mercado clandestino que opera fora das regras estabelecidas pelo governo federal.
A entidade sustenta que medidas direcionadas apenas às operadoras licenciadas podem gerar um efeito contrário ao desejado, impulsionando a migração de usuários para plataformas ilegais sem controles de compliance, verificação de identidade ou mecanismos de jogo responsável.
IBJR alerta para crescimento das bets ilegais no Brasil
De acordo com o instituto, o mercado clandestino de apostas movimenta aproximadamente R$ 40 bilhões por ano no país, operando fora dos padrões de fiscalização, compliance e prevenção à lavagem de dinheiro exigidos pelo novo marco regulatório brasileiro.
A entidade destacou que operadores ilegais tendem a aproveitar períodos de maior pressão regulatória sobre empresas licenciadas para ampliar sua base de usuários, especialmente entre públicos mais vulneráveis financeiramente.
“Restrições ao setor regulado podem ampliar a migração de usuários para plataformas ilegais, que operam sem fiscalização e mecanismos de proteção ao consumidor”, afirmou o IBJR.
O instituto também ressaltou que a proximidade da próxima Copa do Mundo deve aumentar significativamente o volume de apostas esportivas no Brasil, tornando ainda mais urgente o fortalecimento das ações de fiscalização e bloqueio de sites clandestinos.
Impacto fiscal preocupa setor regulado
Segundo estimativas apresentadas pelo IBJR, o deslocamento de apostadores para operadores não licenciados pode provocar perdas de cerca de R$ 10,8 bilhões em arrecadação para o país.
Para os representantes da indústria, o avanço do mercado ilegal não afeta apenas a competitividade das empresas autorizadas, mas também compromete objetivos centrais da regulamentação brasileira, como integridade esportiva, proteção de dados, prevenção à ludopatia e monitoramento financeiro.
Instituto defende fortalecimento do mercado regulado
O IBJR reiterou sua defesa de um ambiente regulado, supervisionado e alinhado às melhores práticas internacionais da indústria de iGaming.
A entidade propõe uma atuação conjunta entre autoridades públicas e operadores privados para ampliar iniciativas de jogo responsável, educação financeira e combate estratégico às plataformas ilegais.
Segundo o instituto, o objetivo é garantir que os consumidores realizem apostas “em um ambiente seguro, transparente e fiscalizado”.
Apostas representam pequena parcela do consumo das famílias
O posicionamento do IBJR também cita um estudo da LCA Consultoria, segundo o qual as apostas realizadas em plataformas licenciadas representaram apenas 0,46% do consumo das famílias brasileiras em 2025.
Com base nesses dados, a entidade argumenta que o principal vetor de endividamento da população brasileira continua sendo o elevado custo do crédito, e não necessariamente as apostas esportivas regulamentadas.
IBJR reúne operadores nacionais e internacionais
Fundado em 2023, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável reúne importantes operadores e fornecedores do setor de apostas online, incluindo empresas nacionais e internacionais.
Entre os membros da entidade estão bet365, BetMGM, Betsson Group, Entain, Sportingbet, Betfair, Kaizen Gaming, Betano, KTO Group e Flutter Brazil.
Além do combate ao mercado clandestino, o instituto afirma atuar fortemente na promoção de práticas de jogo responsável e no desenvolvimento sustentável da indústria regulamentada no Brasil.
Categoría:Legislacion
Tags: IBJR,
País: Brasil
Región: Sudamérica
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