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O fim da "corrida do ouro": Por que o futebol deixou de ser a prioridade das bets

Terça-feira 14 de Abril 2026 / 12:00

⏱ 2 min de lectura

(Brasil).- O mercado de patrocínios esportivos no Brasil passa por um choque de realidade. A fase da "expansão desenfreada", onde casas de apostas disputavam cada centímetro dos uniformes de futebol, deu lugar a um recuo estratégico. Gigantes como Grêmio, Inter, Santos e Vasco iniciaram a temporada de 2026 sem marcas de apostas como patrocinadores principais, sinalizando que a bolha pode ter, finalmente, estourado.

O fim da "corrida do ouro": Por que o futebol deixou de ser a prioridade das bets

A pressão dos impostos e a busca por novos nichos

Durante o evento Bis Sigma, o diagnóstico de executivos do setor foi claro: operadoras de médio e pequeno porte estão promovendo um êxodo dos gramados. O motivo principal é o fardo tributário. Com o aumento gradual do imposto sobre o lucro bruto até 2028 e o corte de descontos federais, a operação no Brasil ficou mais cara.

“As empresas estão revendo investimentos no esporte para manter a capacidade de ofertar odds competitivas”, explica Marco Tulio Oliveira, CEO da holding Ana Gaming.

Com as margens espremidas, o futebol — agora um terreno inflacionado e exclusivo para as gigantes como a Betano — perdeu o brilho para quem busca audiências mais estáveis e baratas em outros segmentos.

O fator político e o fantasma da proibição

O cenário de incerteza aumentou após declarações do presidente Lula, que afirmou que, por questões de saúde pública, "fecharia as bets" se dependesse apenas dele. Embora o mercado veja o discurso como um aceno político em ano eleitoral, a pressão regulatória é real.

No Senado, avançam propostas para barrar anúncios de apostas em plataformas digitais e uniformes esportivos. Para especialistas, o cerco pode ser um "tiro no pé".

O perigo do mercado clandestino

O grande temor do setor é que o excesso de impostos e restrições de marketing empurre o público para o mercado paralelo. Sem as mesmas obrigações fiscais das casas licenciadas, as plataformas clandestinas tornam-se competidoras desleais.

Segundo Leonardo Henrique Roscoe Bessa, advogado especializado no setor, o foco deveria ser o combate ao mercado ilegal. "O setor já paga impostos acima de 30% do faturamento. O cerco regulatório atual pode tornar o ambiente mais perigoso para o usuário e menos lucrativo para o Estado", alerta.

Agora, o desafio das casas de apostas em 2026 é sobreviver fora das quatro linhas, buscando novos horizontes onde o lucro não seja devorado pela inflação do futebol e pela mão pesada do fisco.

Categoría:Sportsbook

Tags: Sin tags

País: Brasil

Región: Sudamérica

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