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Gamificação: o que é e por que está revolucionando empresas e escolas?

Quinta-feira 11 Dezembro 2025 / 12:00

Por: Diego Valente

2 minutos de lectura

(Buenos Aires, Exclusivo SoloAzar).– Este artigo analisa a origem do termo gamificação e descreve como ele se tornou uma estratégia-chave para aumentar a motivação, o engajamento e o desempenho tanto em ambientes escolares quanto profissionais.

Gamificação: o que é e por que está revolucionando empresas e escolas?

Nos últimos anos, a palavra gamificação está na boca de todos. Tanto no setor educacional quanto no empresarial, docentes, gestores e líderes corporativos utilizam o termo diariamente. Mas será que realmente sabemos o que queremos dizer quando falamos de Gamificação?

De forma simples, a gamificação consiste em aplicar elementos próprios dos jogos em contextos que não são lúdicos. Seu principal objetivo é motivar comportamentos, manter o interesse e melhorar resultados por meio de experiências mais significativas.

Como explicam os professores centro-americanos Ana María Villamar Gavilanes e Ricardo Sánchez Casanova: “Gamificar não é jogar, é usar os ingredientes dos jogos para desenvolver experiências de aprendizagem, gerar aventuras e despertar emoções nos estudantes.”

Além disso, a gamificação se baseia em teorias da motivação, como a Teoria da Autodeterminação, que destaca três necessidades psicológicas: competência, autonomia e relacionamento social. Por isso, ambientes gamificados tendem a fortalecer essas dimensões, aumentando a participação e o senso de conquista.

A origem da Gamificação

A reconhecida acadêmica espanhola Ruth Contreras Spinoza explica ao portal Educaweb que: “O conceito, definido por Deterding, Dixon, Khaled e Nacke no artigo ‘Gamification: Toward a Definition’, em 2011, refere-se ao uso de elementos de design de jogos em contextos que não são jogo. No contexto educativo, a gamificação tem potencial para moldar o comportamento dos usuários como um novo método de ensino-aprendizagem, motivar os estudantes e gerar maior compromisso com as disciplinas e com seu aprendizado.”

Gamificação vs. Serious Games

Outro ponto importante é evitar a confusão frequente entre gamificação e serious games. Nesse sentido, Contreras Spinoza esclarece que: “O maior erro é confundir Gamification com Serious Game. Enquanto o segundo descreve o design de jogos cujo objetivo principal não é entreter, as experiências ou exemplos gamificados simplesmente utilizam alguns elementos dos jogos, como regras, mecânicas, etc.”

Aplicações no ambiente escolar

Na educação, a gamificação é implementada para melhorar a aprendizagem ativa e a retenção de conteúdos. Entre seus usos mais comuns estão:

• Sistemas de pontos e recompensas para incentivar a participação.
• Missões ou desafios que substituem atividades tradicionais.
• Narrativas temáticas conectadas aos conteúdos curriculares.
• Rankings que podem fomentar a competição saudável (com cautela para evitar ansiedade).
• Plataformas gamificadas como Classcraft ou Kahoot, que combinam avaliação e jogo.

Estudos indicam que a gamificação pode elevar a motivação intrínseca, embora seu impacto dependa de um bom design pedagógico e de evitar a dependência excessiva de recompensas externas.

Aplicações no ambiente corporativo

No mundo do trabalho, a gamificação é utilizada para:

• Treinamento corporativo por meio de simulações, cursos interativos e sistemas de progressão.
• Gestão de desempenho, integrando métricas e recompensas simbólicas.
• Programas de bem-estar, com desafios que incentivam hábitos saudáveis ou a colaboração.
• Vendas e atendimento ao cliente, transformando metas em “níveis” ou “conquistas”.

Organizações relatam melhorias na aquisição de habilidades, na retenção de talentos e na produtividade. Contudo, especialistas alertam para riscos de hipercompetitividade e necessidade de transparência nas métricas.

Desafios e considerações éticas

Apesar de ser uma ferramenta poderosa, a gamificação pode gerar problemas se aplicada de forma superficial ou manipulativa. Entre os principais riscos estão:

• Recompensas que reduzem a motivação intrínseca.
• Competitividade excessiva.
• Pressão constante baseada em dados.
• Falta de adaptação à diversidade de perfis e habilidades.

Por isso, recomendam-se abordagens centradas na motivação interna, na aprendizagem significativa e na autonomia do usuário.

Para concluir

A gamificação segue avançando diariamente em ambientes acadêmicos e corporativos. No entanto, seus benefícios dependem de um design consciente que valorize a experiência humana além dos pontos e recompensas. Sem dúvida, quando aplicada com finalidade pedagógica ou estratégica, a gamificação tem potencial para transformar a maneira como aprendemos, trabalhamos e nos relacionamos com as tarefas do cotidiano. A chave está em utilizá-la de forma ética, equilibrada e adequada a cada contexto.

Categorias: Análisis

Tags: Sem rótulos

Region: Europa

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