ANJL questiona restrições à publicidade de bets em Minas Gerais
Terça-feira 08 de Setembro 2026 / 12:00
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(Minas Gerais) – A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) levou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma contestação contra o decreto do governo de Minas Gerais que impõe restrições à publicidade de empresas de apostas de quota fixa e de conteúdo adulto no estado. A ação direta de inconstitucionalidade foi distribuída ao ministro Flávio Dino.
ANJL contesta competência de Minas Gerais
A entidade argumenta que o decreto estadual ultrapassa os limites da competência do governo de Minas Gerais ao estabelecer regras específicas para a publicidade de empresas de apostas de cota fixa.
Segundo a ANJL, a regulamentação das loterias e das atividades relacionadas às apostas é de competência da União. A associação sustenta, portanto, que a criação de regras estaduais específicas para a publicidade das bets interfere em uma matéria submetida a um regime jurídico de âmbito nacional.
Decreto também é questionado por tratar de matéria reservada à lei
Além da questão relacionada à competência federativa, a associação afirma que o decreto disciplinou uma matéria que deveria ser regulamentada por meio de lei.
Na avaliação apresentada pela ANJL, a norma teria extrapolado os limites do poder regulamentar ao estabelecer restrições específicas para a comunicação comercial das empresas de apostas.
A discussão agora será analisada pelo STF, sob relatoria do ministro Flávio Dino.
Entidade aponta possível impacto concorrencial
Outro argumento apresentado pela associação diz respeito aos efeitos da medida sobre a concorrência no mercado de apostas.
A ANJL sustenta que as restrições estabelecidas pelo decreto podem criar efeitos concorrenciais assimétricos dentro de uma mesma modalidade econômica que está submetida a um regime jurídico nacional.
A entidade questiona, dessa forma, a aplicação de regras distintas para operadores de apostas de cota fixa de acordo com o estado em que atuam, em um setor que passou recentemente a operar sob um marco regulatório federal.
Publicidade de bets volta ao centro do debate regulatório
A ação coloca novamente a publicidade de apostas esportivas no centro das discussões jurídicas relacionadas à consolidação do mercado regulado brasileiro.
A disputa também evidencia o debate sobre os limites da atuação dos estados diante das normas federais que disciplinam as apostas de cota fixa e as atividades lotéricas.
O STF deverá avaliar, entre outros pontos, se o governo estadual poderia estabelecer as restrições previstas no decreto ou se a matéria está inserida na competência legislativa e regulatória da União.
Categoría:Gaming
Tags: ANJL,
País: Brasil
Región: Sudamérica
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