Prefeito do Rio defende restrição à publicidade de bets
Quarta-feira 15 de Julho 2026 / 12:00
⏱ 3 min de lectura
(Rio de Janeiro).- Após anunciar a proibição da publicidade de plataformas de apostas em espaços públicos da capital fluminense, o prefeito Eduardo Cavaliere reforçou que a decisão representa mais do que uma medida administrativa. Em entrevista ao Estadão, o chefe do Executivo municipal afirmou que a iniciativa busca marcar posição no debate nacional sobre o impacto das apostas online, defendendo que o Rio de Janeiro exerça um papel de liderança na discussão sobre a exposição das marcas de bets em áreas urbanas.
Cavaliere diz que restrição às bets reflete uma escolha política
Em continuidade ao debate iniciado com o decreto publicado nesta semana, Cavaliere afirmou que a proibição da publicidade exterior de operadoras de apostas representa uma decisão política e não apenas regulatória.
"É uma decisão que vai além da questão administrativa. É uma decisão política", declarou o prefeito. Segundo ele, o Rio de Janeiro, por ser a segunda maior cidade do Brasil, tem capacidade de influenciar discussões nacionais e estimular medidas semelhantes em outros municípios.
A declaração ocorre após a prefeitura determinar que anúncios de casas de apostas deixem de ser exibidos em outdoors, empenas de edifícios, quiosques, fachadas e outros equipamentos urbanos sob licenciamento municipal. A medida já começou a repercutir em outras capitais brasileiras, como Belo Horizonte, que anunciou uma iniciativa semelhante.
Escadaria Selarón foi o ponto de partida para o decreto
Segundo Cavaliere, a decisão ganhou força após a instalação de um grande anúncio de uma operadora de apostas próximo à Escadaria Selarón, um dos principais cartões-postais do Rio de Janeiro.
De acordo com o prefeito, a publicidade foi instalada sem autorização municipal, levando à aplicação de uma multa de R$ 200 mil. O episódio motivou uma análise jurídica que culminou na publicação do decreto proibindo esse tipo de publicidade em espaços públicos licenciados pela prefeitura.
Para o chefe do Executivo, o debate vai além da paisagem urbana e envolve os efeitos sociais e econômicos associados à expansão das apostas online.
Prefeito compara apostas ao histórico da publicidade do cigarro
Durante a entrevista, Cavaliere voltou a comparar a publicidade das apostas ao modelo utilizado pela indústria do tabaco em décadas anteriores.
"Achavam normal fumar dentro de avião. As bets estão impactando as famílias e corroendo a economia", afirmou.
Na avaliação do prefeito, a ampla presença das marcas de apostas em transmissões esportivas e eventos contribui para a normalização da atividade, especialmente entre crianças e adolescentes.
Ao comentar a crescente exposição das operadoras durante grandes competições esportivas, ele destacou:
"Cabe a nós, políticos, ter o pulso da sociedade e saber se posicionar defendendo aquilo que, na minha opinião, é o certo."
Projeto de lei pretende tornar a restrição permanente
Embora o decreto já esteja em vigor, Cavaliere informou que a prefeitura pretende enviar um projeto de lei à Câmara Municipal para transformar a restrição em legislação permanente.
Segundo ele, o objetivo é garantir que futuras administrações mantenham a limitação da publicidade exterior de casas de apostas, independentemente de mudanças no comando do município.
Município reforça ações relacionadas ao jogo responsável
Além da restrição publicitária, o prefeito destacou que o município já desenvolve iniciativas voltadas aos impactos das apostas online por meio de diferentes secretarias.
As ações incluem campanhas de conscientização conduzidas pela Defesa do Consumidor e pela Secretaria da Juventude, além do atendimento a pessoas com transtornos relacionados ao jogo nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), onde a ludopatia é tratada como uma questão de saúde mental.
As declarações de Cavaliere ampliam o debate sobre os limites da publicidade das apostas no Brasil, em um momento em que o mercado regulado continua em expansão e autoridades de diferentes esferas discutem o equilíbrio entre desenvolvimento da indústria, proteção ao consumidor e políticas de jogo responsável.
Categoría:Legislacion
Tags: Sin tags
País: Brasil
Región: Sudamérica
Eventos
PERU GAMING SHOW – PGS 2026
17 de Junho 2026
Regulamentação e mercado ilegal na América Latina: desafios e soluções
(Lima, Exclusivo SoloAzar).- No âmbito das conferências do Peru Gaming Show (PGS) 2026, importantes representantes da indústria de jogos analisaram um dos principais desafios enfrentados atualmente pelos mercados regulamentados da América Latina: o crescimento do jogo ilegal. O painel "Regulamentação e mercado ilegal: desafios e soluções" reuniu Carlos Fonseca, CEO da Gaming Law, como moderador; Neil Montgomery, sócio fundador da Montgomery & Associados; Tatiana Vásquez, sócia fundadora da Vázquez Asociados; Karen Sierra Hughes, vice-presidente para a América Latina, Caribe e Espanha da GLI; e Vanessa Cabrera, diretora da Direção de Controle e Sanção da DGJCMT-MINCETUR. Os participantes debateram as causas do mercado ilegal, as ferramentas regulatórias disponíveis e as estratégias para fortalecer a canalização dos jogadores para o mercado regulado na região.
Fernando Polti, Fundador e CTO da IAG Play, fala sobre a participação da empresa na Peru Gaming Show
(Lima, Exclusivo SoloAzar). Fernando Polti, Fundador e CTO da IAG Play, analisa a participação da empresa na Peru Gaming Show, destaca a expansão do seu ecossistema de terminais e antecipa os próximos projetos da companhia para consolidar sua presença na América Latina ao longo de 2026.
APADELA e o futuro das apostas esportivas no Peru após a regulamentação
(Lima, Exclusivo SoloAzar).- Durante o Peru Gaming Show 2026, o presidente da Associação Peruana de Apostas Esportivas Online e Afins (APADELA), Gonzalo Rosell, analisou a situação atual do mercado peruano de jogos e apostas esportivas à distância após a implementação do marco regulatório. Em sua conferência, "Situação Atual da Indústria de Jogos e Apostas Esportivas à Distância Pós-Regulamentação no Peru", o executivo destacou os desafios tributários enfrentados pela indústria formal e defendeu uma revisão do Imposto Seletivo ao Consumo (ISC).
SUSCRIBIRSE
Para suscribirse a nuestro newsletter, complete sus datos
Reciba todo el contenido más reciente en su correo electrónico varias veces al mes.