Projeto de lei propõe taxa sobre bets para financiar tratamento no SUS
Terça-feira 28 de Julho 2026 / 12:00
⏱ 3 min de lectura
(Brasília).– Um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados propõe a criação de uma nova contribuição para as operadoras de apostas esportivas e cassinos online autorizadas no Brasil. A iniciativa prevê a destinação dos recursos ao financiamento de ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da ludopatia no Sistema Único de Saúde (SUS), reforçando o vínculo entre a regulamentação do setor de jogos e as políticas públicas de saúde.
Projeto prevê contribuição de até 2% sobre a receita das operadoras
O Projeto de Lei nº 4.761/2026, de autoria da deputada federal Ana Paula Lima (PT-SC), estabelece a criação da Taxa de Fiscalização Sanitária sobre Apostas de Quota Fixa (TFS-Apostas). A proposta determina uma alíquota inicial de 2% sobre a receita das empresas licenciadas para operar no mercado brasileiro.
O texto também autoriza o Poder Executivo a revisar esse percentual, que poderá variar entre 1% e 6%, conforme os custos efetivamente registrados pelo SUS no atendimento de pessoas diagnosticadas com transtorno do jogo.
Caso a proposta seja aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada, a cobrança passará a valer apenas no exercício financeiro seguinte ao da publicação da lei, respeitando ainda o prazo constitucional mínimo de 90 dias antes de sua aplicação.
Recursos serão destinados exclusivamente ao combate à ludopatia
Segundo o projeto, toda a arrecadação da nova taxa será direcionada ao Fundo Nacional de Saúde (FNS), por meio de uma conta específica destinada exclusivamente ao financiamento de políticas públicas relacionadas à dependência em jogos de azar.
Os recursos deverão financiar programas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação de pacientes, além de campanhas educativas, capacitação de profissionais da saúde, desenvolvimento de estudos científicos e ações de monitoramento epidemiológico.
A proposta determina ainda que qualquer reajuste da taxa seja fundamentado em relatórios técnicos elaborados pelo governo federal, utilizando dados provenientes dos sistemas ambulatorial e hospitalar do SUS, de forma a adequar a arrecadação aos custos reais do tratamento da ludopatia.
Novas obrigações para operadoras licenciadas
Além da contribuição financeira, o projeto cria novas exigências para as empresas de apostas.
As operadoras deverão encaminhar anualmente ao Ministério da Saúde dados estatísticos anonimizados sobre usuários identificados com perfil de alto risco para desenvolver dependência em jogos. As informações deverão servir de base para o planejamento de políticas públicas, preservando integralmente a identidade dos apostadores.
O texto também prevê que o transtorno do jogo passe a integrar a lista de doenças de notificação compulsória para fins de vigilância epidemiológica, mantendo o sigilo das informações dos pacientes.
Empresas que deixarem de cumprir as obrigações previstas poderão ser submetidas às penalidades já estabelecidas pela regulamentação do setor, além de outras sanções administrativas, civis e penais cabíveis.
Justificativa aponta crescimento dos casos de dependência
Na justificativa do projeto, a deputada Ana Paula Lima afirma que a rápida expansão do mercado regulado de apostas no Brasil foi acompanhada pelo aumento dos casos de transtorno do jogo, condição reconhecida pela área da saúde e frequentemente associada a problemas como ansiedade, depressão, endividamento, conflitos familiares e impactos na vida profissional.
A parlamentar argumenta que, apesar das medidas recentemente adotadas pelo governo federal para fortalecer o controle do setor — entre elas a plataforma nacional de autoexclusão e novas restrições à publicidade das apostas —, ainda não existe uma fonte específica de financiamento destinada ao tratamento das pessoas afetadas pela ludopatia.
O texto também ressalta que parte da arrecadação das apostas já é destinada a áreas como esporte, educação, segurança pública, turismo e seguridade social. No entendimento da autora da proposta, contudo, os recursos atualmente direcionados à saúde não são suficientes para absorver os impactos provocados pelo crescimento dos casos de dependência em jogos de azar.
Categoría:Legislacion
Tags: Sin tags
País: Brasil
Región: Sudamérica
Eventos
PERU GAMING SHOW – PGS 2026
17 de Junho 2026
Capacitação e jogo responsável: chaves para a indústria de jogos em PGS 2026
(Lima, Exclusivo SoloAzar).- A importância da capacitação, da prevenção e das ferramentas tecnológicas para promover o jogo responsável foram os principais eixos da conferência “O Valor do Jogo Responsável nas Operações de Jogos de Azar”, apresentada durante o Peru Gaming Show (PGS) 2026 por Fernando Calderón Castro, presidente da Sociedade Nacional de Jogos de Azar (SONAJA). O encontro reuniu representantes da indústria para analisar os desafios atuais do setor e as estratégias necessárias para garantir operações mais seguras, transparentes e sustentáveis.
Quarta-feira 22 Jul 2026 / 12:00
LSports no Peru Gaming Show: fortalecendo presença e abrindo novas oportunidades
(Lima, Exclusivo SoloAzar).- O Peru Gaming Show nunca foi apenas sobre o estande. Para a LSports, o objetivo era marcar presença em um mercado onde estar presente ainda faz a diferença — e sair do evento com muito mais do que uma lista de contatos. Federico Brancato, Gerente de Vendas para a região LATAM, chegou a Lima com uma visão clara sobre o que os operadores desta parte da América Latina mais precisam neste momento. O que encontrou confirmou essa percepção.
Sexta-feira 17 Jul 2026 / 12:00
Regulamentação e mercado ilegal na América Latina: desafios e soluções
(Lima, Exclusivo SoloAzar).- No âmbito das conferências do Peru Gaming Show (PGS) 2026, importantes representantes da indústria de jogos analisaram um dos principais desafios enfrentados atualmente pelos mercados regulamentados da América Latina: o crescimento do jogo ilegal. O painel "Regulamentação e mercado ilegal: desafios e soluções" reuniu Carlos Fonseca, CEO da Gaming Law, como moderador; Neil Montgomery, sócio fundador da Montgomery & Associados; Tatiana Vásquez, sócia fundadora da Vázquez Asociados; Karen Sierra Hughes, vice-presidente para a América Latina, Caribe e Espanha da GLI; e Vanessa Cabrera, diretora da Direção de Controle e Sanção da DGJCMT-MINCETUR. Os participantes debateram as causas do mercado ilegal, as ferramentas regulatórias disponíveis e as estratégias para fortalecer a canalização dos jogadores para o mercado regulado na região.
Quarta-feira 15 Jul 2026 / 12:00
SUSCRIBIRSE
Para suscribirse a nuestro newsletter, complete sus datos
Reciba todo el contenido más reciente en su correo electrónico varias veces al mes.