MPRJ denuncia oito por lavagem de dinheiro via bets
Sexta-feira 04 de Setembro 2026 / 12:00
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(Rio de Janeiro).- O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou oito pessoas por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do jogo do bicho por meio de empresas de apostas esportivas online. Segundo as investigações, o grupo teria ocultado e dissimulado ilegalmente pelo menos R$ 5,2 milhões.
Investigação aponta uso de bets para inserir recursos ilícitos
As apurações foram conduzidas pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI).
Os denunciados são Flavio da Silva Santos, Vinicius Pereira Drumond, Alexandre Vinicius da Costa Guedes, Jorge Roberto de Oliveira Figueiredo, João Eric Lourenço da Silva, Ana Paula Batista Vitorino, João Victor de Araujo Souza e Lucas Pastore Laporte de Souza.
De acordo com a denúncia, recursos provenientes da contravenção do jogo do bicho eram direcionados para a economia formal por meio da casa de apostas Rio Jogos, operada pela Lema Administração e Participações S/A.
Para estruturar a operação, os investigados teriam utilizado diferentes empresas, incluindo JRF Eagle Participações e Invectry Participações, além de pessoas apontadas pelas autoridades como laranjas.
R$ 5,2 milhões foram destinados à Loterj
O rastreamento financeiro realizado pelo Ministério Público identificou uma movimentação considerada central para a investigação.
Em 6 de maio de 2024, a Lema recebeu dois aportes de R$ 2,5 milhões cada. Um deles teria sido realizado por João Eric Lourenço da Silva, enquanto o segundo teve origem na Apoio Consultoria Financeira, empresa de titularidade dos denunciados Ana Paula Batista Vitorino e João Victor de Araujo Souza.
No mesmo dia, a Lema transferiu R$ 5,2 milhões à Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj), como pagamento da outorga necessária para a exploração de apostas de cota fixa.
O fluxo financeiro é apontado pelo MPRJ como parte da estratégia utilizada para inserir recursos de origem ilícita no mercado formal de apostas.
Operação alcançou empresas ligadas ao esquema
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Barra da Tijuca, Freguesia, Botafogo e no centro do Rio de Janeiro, além de localidades nos estados do Paraná e de Goiás.
As diligências realizadas fora do Rio de Janeiro contaram com o apoio dos Ministérios Públicos do Paraná e de Goiás.
A pedido do MPRJ, a Justiça também determinou a suspensão das atividades e dos cadastros nacionais de Pessoas Jurídicas (CNPJs) das empresas JRF Eagle Participações e Invectry Participações.
A denúncia foi recebida pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio de Janeiro, dando prosseguimento à ação judicial.
Categoría:Otros
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País: Brasil
Región: Sudamérica
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