Estudo aponta comportamento ligado ao mercado ilegal de apostas
Sexta-feira 11 de Setembro 2026 / 12:00
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(Brasília).- Um estudo realizado pelo Instituto Locomotiva, a pedido do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), aponta diferenças regionais no comportamento dos apostadores brasileiros associado ao mercado ilegal de apostas. O Nordeste e o Norte registraram o menor índice, com 48%, enquanto o Centro-Oeste apresentou a maior incidência, de 56%.
Nordeste e Norte registram 48% de comportamento associado ao mercado ilegal
De acordo com o levantamento, 48% dos apostadores das regiões Nordeste e Norte apresentam comportamento considerado elegível ao mercado ilegal. O índice corresponde aos jogadores que adotam pelo menos duas práticas proibidas no ambiente regulado.
Entre os comportamentos considerados estão acessar plataformas sem reconhecimento facial, utilizar sites que não terminam em .bet.br e recorrer a meios de pagamento não autorizados.
O percentual registrado no Nordeste e no Norte ficou abaixo dos índices observados nas demais regiões do país. O Sudeste apresentou 49%, enquanto o Sul registrou 54% e o Centro-Oeste, 56%.
A pesquisa foi conduzida em maio de 2026 com 2.291 apostadores de todas as regiões do Brasil.
Sul tem segunda maior incidência entre as regiões
Na região Sul, 54% dos apostadores apresentaram comportamento associado ao mercado ilegal, segundo os critérios utilizados no estudo. O resultado representa a segunda maior incidência entre as cinco regiões brasileiras.
O levantamento considera elegível ao mercado ilegal o apostador que pratica pelo menos duas condutas não permitidas no mercado regulado, como acessar plataformas que não utilizam reconhecimento facial, operar em sites sem a terminação .bet.br ou realizar pagamentos com cartão de crédito ou criptomoedas.
77% reconhecem riscos das plataformas clandestinas
Apesar da presença de comportamentos associados ao mercado ilegal, a pesquisa mostra que existe um nível elevado de percepção sobre os riscos dessas plataformas.
Segundo os dados, 77% dos entrevistados em todo o Brasil reconhecem os perigos das plataformas clandestinas e concordam total ou parcialmente que esses sites não seguem as regras de promoção do jogo responsável.
Ao mesmo tempo, 50% dos participantes admitem acessar plataformas ilegais, evidenciando uma diferença entre o reconhecimento dos riscos e o comportamento efetivo dos apostadores.
O cenário ganha relevância porque, de acordo com o estudo, os jogadores que apresentam práticas associadas ao mercado ilegal também estão mais expostos a comportamentos de risco, como apostar mais do que deveriam.
Fiscalização é apontada como elemento central
Os resultados reforçam a importância da fiscalização e do combate ao mercado ilegal, além da necessidade de informar os apostadores sobre as diferenças entre operadores autorizados e plataformas clandestinas.
Nesse contexto, a identificação de operadores autorizados pela terminação .bet.br aparece como um dos elementos utilizados para diferenciar o mercado regulado daquele que opera à margem das regras brasileiras.
Mercado ilegal representa até 44% do volume de apostas
Com base nos dados do Instituto Locomotiva, a LCA Consultoria Econômica estimou que o mercado ilegal representa entre 38% e 44% do volume de apostas no Brasil.
Embora o percentual ainda seja considerado elevado, a estimativa é inferior à registrada em 2025. Segundo os dados apresentados pelo IBJR, a redução estaria relacionada ao avanço regulatório e aos esforços de combate à ilegalidade.
A dimensão do mercado clandestino mantém a fiscalização e o controle sobre os operadores como pontos centrais para a consolidação do mercado regulado brasileiro.
Estudos analisam comportamento dos apostadores
Os dados foram apresentados pelo IBJR em suas redes sociais, a partir dos estudos realizados pelo Instituto Locomotiva e pela LCA Consultoria Econômica.
As entidades destacam a importância de ampliar a informação aos apostadores sobre os riscos associados às plataformas ilegais e sobre as diferenças entre o mercado regulado e o clandestino.
Os estudos do Instituto Locomotiva e da LCA Consultoria Econômica estão disponíveis no site do IBJR.
Confira os estudos aqui.
Categoría:Gaming
Tags: IBJR,
País: Brasil
Región: Sudamérica
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