Cassinos físicos avançam no Senado, mas cautela prevalece após consolidação das bets
Quarta-feira 18 de Fevereiro 2026 / 12:00
2 minutos de lectura
(Brasília).- O sucesso do mercado regulado de apostas esportivas no Brasil reacendeu o debate sobre a legalização dos cassinos físicos, mas o tema ainda enfrenta entraves políticos no Senado Federal. Após um ano completo de operação sob regras consolidadas, o segmento digital demonstra maturidade institucional e forte arrecadação, enquanto o projeto que libera cassinos terrestres segue em tramitação ordinária nas comissões da Casa.
A rejeição do pedido de urgência para acelerar a votação indica que os senadores optaram por analisar com maior profundidade os impactos econômicos, fiscais e sociais antes de autorizar a instalação de operações físicas no país.
O efeito das bets no debate legislativo
A regulamentação das apostas esportivas, conduzida pelo Ministério da Fazenda por meio da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), tornou-se o principal argumento dos defensores da liberação dos cassinos. O modelo atual inclui bloqueio de sites ilegais em parceria com órgãos de telecomunicações, exigência de compartilhamento de dados com o fisco e implementação de plataforma nacional de autoexclusão.
Em 2025, os resultados superaram expectativas de arrecadação e consolidaram o iGaming como fonte relevante de receita pública. A destinação desses recursos — especialmente para áreas como educação e saúde — passou a integrar o debate político.
Para analistas do setor, o desempenho das bets fortalece o discurso de que o país já possui know-how regulatório suficiente para supervisionar também operações físicas. “O mercado digital provou que é possível combinar arrecadação, fiscalização e mecanismos de proteção ao consumidor. A discussão agora é se esse modelo pode ser replicado no ambiente presencial”, avalia um especialista em regulação ouvido pelo portal.
Pontos críticos ainda em definição
Antes que qualquer licença seja concedida, o texto em análise no Senado precisa detalhar aspectos estruturais considerados essenciais:
Modelos de licenciamento: critérios para distribuição de autorizações, especialmente no formato de resorts integrados;
Partilha de receitas: definição do percentual de tributos destinado a estados e municípios;
Protocolos de integridade: mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro e fiscalização financeira em operações físicas.
O sinal político do Palácio do Planalto é favorável à sanção, caso o Congresso aprove um texto consensual. Assim, o avanço depende exclusivamente da articulação parlamentar.
Resorts integrados e desenvolvimento regional
O projeto não se limita à instalação de mesas de jogo. A proposta central envolve a criação de resorts integrados — complexos que combinariam cassinos, hotéis de alto padrão, centros de convenções e espaços culturais.
Defensores argumentam que o modelo pode impulsionar o turismo, reduzir a sazonalidade em destinos consolidados e atrair capital estrangeiro hoje direcionado a países vizinhos da América do Sul.
No entanto, especialistas alertam que os desafios vão além da engenharia jurídica. “Cassinos físicos envolvem impacto urbano, segurança pública e controle financeiro presencial. O nível de monitoramento precisa ser equivalente ao ambiente digital, o que exige tecnologia, integração de dados e fiscalização constante”, destaca o analista.
2026: ano decisivo
A cooperação entre o Ministério da Fazenda e o Ministério da Saúde para desenvolver indicadores de jogo responsável reforça que a pauta não é apenas arrecadatória, mas também social. O monitoramento do comportamento do apostador e a prevenção ao endividamento excessivo tornaram-se parâmetros centrais da política pública.
Nos próximos meses, o acompanhamento dos relatórios das comissões, eventuais consultas públicas e qualquer inclusão do projeto na pauta do plenário do Senado serão sinais determinantes sobre o futuro dos cassinos no Brasil.
Se por um lado o mercado de bets consolidou a regulação como política de Estado, por outro a legalização dos cassinos físicos permanece condicionada a um consenso político que equilibre desenvolvimento econômico, arrecadação e responsabilidade social.
Categoría:Legislacion
Tags: Sin tags
País: Brasil
Región: Sudamérica
Eventos
ICE Barcelona 2026
19 de Janeiro 2026
Luz Beatriz Jaramillo Serna, da 21Viral: “Nossa participação na ICE Barcelona 2026 foi excepcionalmente positiva”
(Barcelona, SoloAzar Exclusive).- Após sua participação na ICE Barcelona 2026, Luz Beatriz Jaramillo Serna, Head de Business Development, Marketing e Sales para a América Latina na 21Viral, analisa o impacto comercial do evento, as tendências que irão direcionar o setor e as prioridades estratégicas da empresa para consolidar seu crescimento na região e em novos mercados regulados.
Toni Karapetrov, da Habanero, sobre a ICE Barcelona 2026: Crescimento regulado, localização e expansão estratégica impulsionam a estratégia de iGaming para 2026
(Barcelona, SoloAzar Exclusive).- Nesta entrevista exclusiva, Toni Karapetrov, Head of Corporate Communications da Habanero, compartilha suas percepções sobre a ICE Barcelona 2026, destacando a inovação em conteúdo premium, o alto nível de relacionamento na indústria, as principais tendências do iGaming como localização e gamificação, e o foco estratégico da empresa na expansão em mercados regulados e no crescimento sustentável em 2026.
Johnny Ortiz, fundador da Zitro: "Nossa participação nesta segunda edição da ICE Barcelona foi um sucesso absoluto"
(Barcelona, Exclusivo SoloAzar).- Nesta entrevista, Johnny Ortiz faz um balanço da participação da Zitro na ICE Barcelona 2026, analisa o impacto de seus novos produtos FANTASY e ILLUSION e revela as prioridades estratégicas da companhia para 2026, incluindo expansão internacional, inovação tecnológica e fortalecimento do mercado espanhol.
SUSCRIBIRSE
Para suscribirse a nuestro newsletter, complete sus datos
Reciba todo el contenido más reciente en su correo electrónico varias veces al mes.

