Fazenda prioriza revisão da publicidade de bets e pode responsabilizar influenciadores por sites ilegais
Quarta-feira 18 de Fevereiro 2026 / 12:00
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(Brasília) O Ministério da Fazenda colocou a publicidade de apostas online no centro de sua agenda regulatória para 2026 e prevê revisar, ainda no primeiro trimestre, as regras que disciplinam a atuação de afiliados e influenciadores digitais. A medida integra a Agenda Regulatória 2026/2027 da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) e sinaliza um endurecimento contra a divulgação de operadores não autorizados.
O foco principal é coibir a promoção de sites ilegais, que seguem operando à margem da regulação e, segundo estimativas do setor, representam cerca de metade do mercado de apostas no país.
Responsabilidade solidária amplia alcance da fiscalização
O ponto mais sensível da revisão envolve a chamada responsabilidade solidária prevista na lei complementar que regulamentou o mercado brasileiro de apostas. Pela norma, pessoas físicas ou jurídicas que divulgarem operadores não autorizados podem responder conjuntamente pelo pagamento de tributos devidos à União sobre a exploração das apostas.
Na prática, a regra pode alcançar influenciadores, afiliados, portais de conteúdo, empresas de marketing e até plataformas digitais que não adotem mecanismos eficazes para bloquear anúncios de sites clandestinos.
A ausência de filtros mais rígidos para esse tipo de publicidade vinha sendo alvo de críticas por parte das operadoras licenciadas, que defendem regras mais duras para equilibrar a concorrência e reduzir a exposição de consumidores a plataformas irregulares.
Mudança de postura regulatória
A inclusão expressa do tema na nova agenda marca uma inflexão na atuação do governo. Na Agenda Regulatória 2025/2026, não havia sequer menção específica à publicidade de apostas. Agora, o tema aparece como prioridade estratégica.
Na avaliação de um especialista em regulação ouvido pelo portal, o movimento demonstra que o governo busca fechar brechas no ecossistema digital. “A fiscalização deixou de focar apenas no operador e passou a mirar toda a cadeia de divulgação. Isso cria um incentivo para que influenciadores e plataformas façam due diligence antes de aceitar campanhas”, analisa.
Segundo o especialista, a responsabilização solidária pode gerar um efeito pedagógico relevante, mas exigirá critérios claros para evitar insegurança jurídica. “É preciso estabelecer parâmetros objetivos sobre o que caracteriza falha de controle ou conivência, para que a medida não se torne excessivamente ampla.”
A revisão regulatória atende também a um pleito das casas autorizadas, que pressionam por maior rigor contra a promoção de sites ilegais. O desafio do governo será equilibrar liberdade de comunicação, responsabilidade digital e proteção ao consumidor dentro de um mercado que ainda passa por consolidação após a recente regulamentação.
Categoría:Legislacion
Tags: Sin tags
País: Brasil
Región: Sudamérica
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