Fazenda amplia cerco às bets ilegais e responsabiliza influenciadores por divulgação
Sexta-feira 19 de Junho 2026 / 12:00
⏱ 3 min de lectura
(Brasília).- O Ministério da Fazenda publicou uma nova portaria que endurece as medidas contra a promoção e operação de apostas esportivas sem autorização federal. A norma estabelece que influenciadores, agências de publicidade, plataformas digitais, veículos de comunicação e demais empresas que divulguem operadores irregulares poderão ser responsabilizados pelo pagamento de tributos relacionados à exploração das apostas. O texto também prevê sanções para bancos, fintechs e instituições de pagamento que continuarem processando transações de bets ilegais após notificação oficial das autoridades.
Nova portaria reforça combate ao mercado ilegal de apostas
A medida integra o esforço do governo brasileiro para fortalecer o ambiente regulado de apostas de quota fixa e reduzir a atuação de operadores sem licença. Segundo a portaria, a responsabilização alcança tanto pessoas físicas quanto jurídicas que realizem publicidade comercial de plataformas que não possuam autorização federal para operar no país.
Na prática, o alcance da norma vai além dos criadores de conteúdo digital. Agências de marketing, sites especializados, veículos de mídia, plataformas online e empresas envolvidas em campanhas promocionais também poderão ser enquadrados caso promovam operadores irregulares.
A iniciativa surge em um momento de consolidação do mercado regulado brasileiro, no qual autoridades buscam ampliar a proteção aos consumidores e garantir que apenas operadores licenciados participem da indústria nacional de apostas.
Responsabilidade tributária sem aviso prévio
Um dos pontos mais relevantes da nova regulamentação é que a responsabilização dos divulgadores independe de comunicação prévia do governo. Isso significa que influenciadores e demais agentes envolvidos na promoção de apostas não autorizadas poderão responder por obrigações tributárias relacionadas à atividade mesmo sem terem recebido advertência anterior da Fazenda.
O objetivo é aumentar o nível de diligência dos participantes do ecossistema publicitário, incentivando a verificação prévia da situação regulatória das casas de apostas antes da realização de campanhas promocionais.
Apesar do rigor da medida, a cobrança não será automática. A portaria determina que eventual responsabilização tributária deverá ser formalizada por meio de procedimento administrativo fiscal, assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Bancos e fintechs também entram no foco da fiscalização
Além da publicidade, a nova regulamentação amplia a fiscalização sobre instituições financeiras e empresas responsáveis pelo processamento de pagamentos. Bancos, fintechs, instituições de pagamento e instituidores de arranjos de pagamento poderão ser responsabilizados caso mantenham operações financeiras vinculadas a bets ilegais após serem formalmente comunicados pelas autoridades.
A notificação será realizada de forma conjunta pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) e pela Receita Federal do Brasil (RFB). Após o recebimento do comunicado, a instituição terá um prazo de apenas 24 horas para implementar medidas restritivas e interromper movimentações financeiras que possam viabilizar, direta ou indiretamente, a atividade irregular.
Processo de identificação e bloqueio
A comunicação oficial deverá conter informações suficientes para identificar a empresa investigada, incluindo razão social, número de inscrição no CNPJ, dados sobre a transação localizada, instituição responsável pela conta e outros elementos que permitam a adoção de medidas de bloqueio.
Para o mercado de jogos e apostas, a portaria representa mais um passo na estratégia de fortalecimento da regulamentação brasileira. Ao atingir simultaneamente operadores ilegais, canais de divulgação e prestadores de serviços financeiros, o governo busca reduzir os mecanismos que sustentam a oferta irregular de apostas e reforçar a competitividade dos operadores devidamente autorizados no país.
Categoría:Legislacion
Tags: Sin tags
País: Brasil
Región: Sudamérica
Eventos
PERU GAMING SHOW – PGS 2026
17 de Junho 2026
APADELA e o futuro das apostas esportivas no Peru após a regulamentação
(Lima, Exclusivo SoloAzar).- Durante o Peru Gaming Show 2026, o presidente da Associação Peruana de Apostas Esportivas Online e Afins (APADELA), Gonzalo Rosell, analisou a situação atual do mercado peruano de jogos e apostas esportivas à distância após a implementação do marco regulatório. Em sua conferência, "Situação Atual da Indústria de Jogos e Apostas Esportivas à Distância Pós-Regulamentação no Peru", o executivo destacou os desafios tributários enfrentados pela indústria formal e defendeu uma revisão do Imposto Seletivo ao Consumo (ISC).
Além da Conformidade: Novos Desafios no Combate à Lavagem de Dinheiro na Indústria de Jogos
(Lima, Exclusivo SoloAzar).- Durante o Peru Gaming Show (PGS) 2026, Carlos Hermoza Horna, Founder & Managing Partner da CompliLab Legal Latam, realizou uma conferência focada em como a conformidade com as normas de prevenção à lavagem de dinheiro (AML) no setor de jogos deve evoluir além das obrigações regulatórias. Sua apresentação destacou a crescente sofisticação dos crimes financeiros, a importância da tecnologia e a necessidade de construir uma verdadeira cultura de compliance dentro das organizações do setor.
Matías Magallón, CEO da ALPS após a PGS 2026: “A conversa na indústria está amadurecendo”
(Lima, Exclusivo SoloAzar).- Após sua participação na Peru Gaming Show 2026, o CEO da ALPS, Matías Magallón, analisa os objetivos da companhia no Peru, a evolução das prioridades da indústria e as oportunidades que estão surgindo na América Latina.
SUSCRIBIRSE
Para suscribirse a nuestro newsletter, complete sus datos
Reciba todo el contenido más reciente en su correo electrónico varias veces al mes.