IBJR mantém alerta sobre riscos da proibição das apostas on-line
Quinta-feira 22 de Outubro 2026 / 12:00
⏱ 2 min de lectura
(Brasília).- O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) alerta que a proibição das apostas on-line no Brasil pode transferir a demanda existente para o mercado ilegal, reduzindo a capacidade de fiscalização do Estado, a arrecadação pública e a proteção dos apostadores. Com base em um levantamento da LCA Consultoria Econômica, a entidade destaca que o mercado ilegal já representava entre 38% e 41% do volume apostado antes da Medida Provisória.
Proibição das apostas on-line pode fortalecer o mercado ilegal
Segundo o IBJR, a proibição das apostas on-line não eliminaria a demanda existente, mas poderia deslocar a atividade do ambiente regulado para operadores ilegais. Nesse cenário, o Estado perderia instrumentos de controle sobre o setor e deixaria de arrecadar recursos destinados ao financiamento de políticas públicas.
A entidade também alerta para os riscos enfrentados pelos apostadores fora do mercado regulamentado, incluindo fraudes, práticas abusivas e menor acesso a mecanismos de proteção.
O posicionamento integra a campanha do instituto para esclarecer os possíveis efeitos de uma eventual proibição definitiva das apostas on-line no país.
Regulação e proteção dos apostadores
Ferramentas de jogo responsável em risco
O IBJR destaca que a regulação permite implementar mecanismos destinados à proteção dos usuários e ao monitoramento da atividade. Entre eles estão a identificação dos apostadores, os limites de depósitos e de tempo de jogo, o monitoramento de transações e as ferramentas de autoexclusão.
De acordo com a entidade, a migração da atividade para o mercado ilegal enfraqueceria o alcance desses instrumentos, dificultando a prevenção de comportamentos de risco e a fiscalização das operações.
Integridade esportiva também pode ser afetada
Outro ponto levantado pelo instituto é o impacto sobre a integridade esportiva. A atuação de operadores regulamentados contribui para a aplicação de mecanismos de monitoramento voltados à identificação de atividades suspeitas e à prevenção da manipulação de resultados.
Em um cenário de expansão do mercado ilegal, esses instrumentos poderiam perder efetividade, ampliando os desafios para o acompanhamento das apostas e a proteção das competições esportivas.
LCA estima participação do mercado ilegal entre 38% e 41%
O levantamento da LCA Consultoria Econômica citado pelo IBJR indica que, antes da Medida Provisória, o mercado ilegal já concentrava entre 38% e 41% do volume total apostado.
Para o instituto, uma proibição definitiva poderia levar toda a atividade para a ilegalidade, aprofundando os desafios relacionados à fiscalização, à proteção dos consumidores e à arrecadação tributária.
O debate sobre o futuro das apostas on-line no Brasil envolve, portanto, não apenas a continuidade da atividade, mas também a capacidade do país de manter mecanismos regulatórios, combater operadores clandestinos e preservar os instrumentos de jogo responsável.
Documento adjunto
Categoría:Legislacion
Tags: Sin tags
País: Brasil
Región: Sudamérica
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