Site fraudulento cobra taxa via Pix para liberar supostos saldos de bets
Quinta-feira 22 de Outubro 2026 / 12:00
⏱ 2 min de lectura
(Brasil).- Um site fraudulento que imita a página do governo federal brasileiro sobre valores a receber de casas de apostas promete saldos fictícios e exige o pagamento de uma taxa via Pix para liberar o suposto dinheiro. O caso, divulgado pela revista Veja, reacende o alerta sobre fraudes digitais e os riscos associados a plataformas clandestinas de apostas.
Site falso usa identidade visual do governo para aplicar golpes
A página identificada como brasilsembets.org reproduz elementos do endereço oficial brasilsembets.gov.br, utilizado para consultar valores a receber relacionados às apostas. O portal governamental está fora do ar após o encerramento do prazo para consulta e devolução dos recursos.
Segundo a reportagem da Veja, o site fraudulento informa a existência de valores disponíveis mesmo para pessoas que nunca tiveram contas em plataformas de apostas. Em um dos testes realizados pela publicação, a página indicou um suposto saldo de R$ 1.800.
Para consultar e liberar o dinheiro, o usuário precisa informar o CPF e pagar uma taxa denominada “Imposto de Liberação”, equivalente a 15% do valor apresentado.
A prática utiliza a expectativa de receber recursos para induzir os usuários a fornecer dados pessoais e realizar pagamentos por meio do Pix.
IBJR alerta para os riscos das plataformas clandestinas
Fraudes digitais e ausência de mecanismos de proteção
Carlos Lima, presidente do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), relacionou esse tipo de fraude à atuação de sites clandestinos que reproduzem a identidade visual de marcas de apostas autorizadas.
Segundo o executivo, os criminosos utilizam nomes, logotipos e outros elementos das empresas legítimas, alterando os endereços eletrônicos para confundir os consumidores.
“Agora, como o consumidor não tem mais o site legalizado para ajudá-lo a identificar qual é o verdadeiro e qual é o falso, esse golpe tem crescido”, afirmou Lima à Veja.
O presidente do IBJR também destacou que os usuários que recorrem a plataformas clandestinas ficam mais expostos a fraudes financeiras, uma vez que esses ambientes não oferecem as mesmas garantias de segurança das operadoras autorizadas.
Entre os mecanismos de proteção associados ao mercado regulamentado estão a verificação de identidade por reconhecimento facial, o bloqueio de contas de crianças e adolescentes e de beneficiários de programas sociais, além das ferramentas de autoexclusão para pessoas que desejam interromper as apostas.
Combate ao mercado ilegal exige medidas além da remoção de sites
Lima defendeu que as ações contra as fraudes digitais não se limitem à retirada das páginas fraudulentas do ar, uma vez que novos endereços podem ser criados rapidamente.
“A facilidade de se criar um site falsificado novo é muito fácil, muito rápido”, declarou.
Para o executivo, é necessário dificultar a circulação dos recursos financeiros que sustentam as operações ilegais, ampliando as medidas de combate às atividades clandestinas.
O caso reforça os desafios enfrentados pelo mercado brasileiro de apostas on-line na proteção dos consumidores, na prevenção de fraudes e no combate a operadores não autorizados. A diferenciação entre plataformas regulamentadas e páginas fraudulentas permanece um aspecto central para a segurança dos usuários e a integridade do setor.
Categoría:Otros
Tags: Sin tags
País: Brasil
Región: Sudamérica
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