Autoexclusão em apostas cresce sete vezes durante a Copa
Sexta-feira 24 de Julho 2026 / 12:00
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(Brasília).- A Plataforma Centralizada de Autoexclusão, criada pelo governo brasileiro para permitir o bloqueio simultâneo do CPF em todas as operadoras de apostas legalizadas, registrou um aumento expressivo na demanda durante as primeiras semanas da Copa do Mundo. Dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, mostram que os pedidos diários de autoexclusão cresceram quase sete vezes no período, evidenciando um maior interesse dos apostadores por ferramentas de jogo responsável.
Plataforma de autoexclusão registra forte alta durante o torneio
Mesmo com a ampla presença da publicidade das casas de apostas nas transmissões da Copa do Mundo, o Brasil observou um crescimento significativo no número de pessoas que optaram por restringir voluntariamente o acesso às plataformas de betting.
Entre 15 e 28 de junho, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão contabilizou uma média de 17.866 solicitações diárias, frente às 2.594 registradas na primeira quinzena de maio, segundo informações divulgadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas.
Lançada em dezembro do ano passado, a ferramenta permite que qualquer cidadão cadastre seu CPF para impedir, de forma simultânea, o acesso às operadoras de apostas online autorizadas a atuar no mercado regulado brasileiro.
Desde sua implementação, mais de 1 milhão de pessoas já aderiram ao sistema.
Mudança no perfil das solicitações
Proteção de dados supera perda de controle como principal motivo
O levantamento da SPA também identificou uma mudança no comportamento dos usuários em relação aos motivos apresentados para solicitar a autoexclusão.
Na primeira quinzena de maio, 43% dos pedidos estavam relacionados à perda de controle sobre o jogo. Durante as duas primeiras semanas da Copa do Mundo, entretanto, o principal motivo passou a ser a prevenção do uso do CPF em plataformas de apostas, citado por 29,5% dos solicitantes.
A preocupação com a perda de controle sobre o jogo permaneceu entre as principais razões para adesão ao sistema, representando 24,13% dos pedidos registrados no período.
Ferramenta reforça política de jogo responsável
Usuários podem definir período de bloqueio
Ao solicitar a autoexclusão, o usuário deve informar seus dados pessoais e escolher entre um bloqueio por tempo indeterminado ou por um período determinado, que pode variar de um a doze meses.
A iniciativa integra a estratégia do governo brasileiro para fortalecer as políticas de jogo responsável no mercado regulado de apostas online, oferecendo aos consumidores um mecanismo centralizado de controle sobre sua participação nas plataformas licenciadas.
Além da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, o governo também disponibiliza atendimento gratuito, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), para pessoas que buscam apoio no tratamento da compulsão relacionada às apostas.
Categoría:Gaming
Tags: Sin tags
País: Brasil
Región: Sudamérica
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