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Legislacion

Debate sobre novo tributo às bets reacende discussão sobre fortalecimento do mercado regulado no Brasil

Sexta-feira 20 de Fevereiro 2026 / 12:00

2 minutos de lectura

(Brasília).- A proposta de criação de uma taxa de 15% sobre os depósitos realizados por apostadores em plataformas legalizadas — a chamada “CidBets” — reacendeu o debate sobre o equilíbrio entre arrecadação e competitividade no mercado brasileiro de apostas online. Representantes do setor alertam que a medida, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados, deve ser cuidadosamente calibrada para não comprometer os avanços recentes da regulamentação.

Debate sobre novo tributo às bets reacende discussão sobre fortalecimento do mercado regulado no Brasil

De acordo com estudo da LCA Consultores, o mercado clandestino de apostas no Brasil já movimenta cerca de R$ 38 bilhões, o equivalente a 51% do setor. Diante desse cenário, especialistas defendem que qualquer mudança tributária precisa fortalecer o ambiente regulado, ampliando a formalização e a proteção ao consumidor.

Tributação e competitividade: o ponto central do debate

O projeto em análise prevê arrecadar aproximadamente R$ 30 bilhões por meio da cobrança de 15% sobre os depósitos feitos em casas de apostas autorizadas. Embora o objetivo seja reforçar o financiamento de políticas públicas, representantes da indústria avaliam que a incidência direta sobre depósitos pode gerar distorções competitivas.

Segundo analistas do setor, caso o custo adicional seja repassado ao usuário, o apostador poderá perceber diferença imediata entre plataformas regulamentadas e sites ilegais, que operam sem recolher tributos ou cumprir exigências regulatórias. Nesse contexto, o desafio passa a ser construir um modelo fiscal que estimule a migração para o mercado formal — e não o inverso.

Lições internacionais e o chamado “efeito Colômbia”

Especialistas citam a experiência da Colômbia como referência relevante. O país implementou modelo de tributação considerado oneroso para o segmento e, posteriormente, revisou a política após constatar impactos negativos sobre o mercado legal. O episódio ficou conhecido no setor como “efeito Colômbia” e é frequentemente mencionado em discussões regulatórias na América Latina.

Para analistas, o Brasil tem a oportunidade de aprender com experiências internacionais e consolidar um ambiente regulatório competitivo, previsível e sustentável.

Financiamento e combate ao crime organizado

Por outro lado, defensores da proposta argumentam que a criação da CidBets pode assegurar recursos estáveis para o enfrentamento ao crime organizado. O senador Alessandro Vieira, que atuou como relator de projeto relacionado à taxação das apostas, sustenta que a destinação específica de recursos permitiria planejamento e estruturação mais eficaz das políticas de combate a ilícitos.

O debate ocorre cerca de um ano após a regulamentação do mercado de apostas esportivas no país, um processo que marcou um avanço histórico ao estabelecer regras claras para operação, fiscalização e proteção ao consumidor.

Oportunidade para consolidar o mercado regulado

Especialistas concordam que o momento é estratégico para aperfeiçoar o marco regulatório. O principal desafio é encontrar um ponto de equilíbrio entre arrecadação fiscal, competitividade do mercado formal e redução da ilegalidade.

A discussão sobre a CidBets tende a se tornar um dos temas centrais na evolução do setor no Brasil. Para a indústria, o caminho ideal passa por um modelo tributário que incentive a permanência dos operadores na legalidade, amplie a base regulada e fortaleça a confiança dos apostadores no ambiente supervisionado pelo Estado.

Com um mercado ainda em fase de consolidação, o Brasil tem diante de si a oportunidade de ajustar seu sistema e se posicionar como referência regional em regulação eficiente e sustentável das apostas online.

Categoría:Legislacion

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País: Brasil

Región: Sudamérica

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